Publicado em: 08/01/2024 às 11:10hs
O mercado brasileiro de milho enfrentará o início da semana com preços mais elevados e transações limitadas. A demanda por aquisições, visando a formação de estoques, contribui para a estabilidade das cotações, enquanto os produtores adotam uma postura cuidadosa na fixação da oferta, aguardando a definição das condições climáticas para a safra de verão. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago apresenta uma leve queda, e o dólar registra avanço em relação ao real.
Na última sexta-feira, o mercado doméstico de milho manteve preços firmes, evidenciando uma oferta ainda ajustada. A colheita iniciou apenas no Rio Grande do Sul, onde uma oferta um pouco mais expressiva está se desenvolvendo.
Nos portos, o preço da saca (CIF) ficou entre R$ 72,00/77,00 no Porto de Santos e R$ 70,00/74,00 no Porto de Paranaguá. No Paraná, a cotação variou de R$ 62,00/65,00 em Cascavel. São Paulo apresentou preços de R$ 70,00/75,00 na Mogiana e R$ 78,00/80,00 em Campinas (CIF). No Rio Grande do Sul, o preço foi de R$ 67,00/70,00 em Erechim. Minas Gerais registrou valores de R$ 74,00/76,00 em Uberlândia. Em Goiás, a faixa foi de R$ 63,00/R$ 65,00 em Rio Verde (CIF), e no Mato Grosso, o preço variou entre R$ 48,00/55,00 em Rondonópolis.
No cenário internacional, os contratos com vencimento em março de 2024 na Bolsa de Mercadorias de Chicago operam em queda, refletindo a volatilidade do mercado. O preço do milho é impactado pela brusca queda do petróleo em Nova York, aproximando-se dos 3%, enquanto os investidores monitoram as condições climáticas no Brasil e a baixa demanda pelos produtos dos Estados Unidos. A correção técnica atua como um suporte aos preços, enquanto os agentes aguardam relatórios trimestrais sobre os estoques de grãos dos EUA e dados mensais de oferta e demanda.
Na sexta-feira (5), os contratos de milho para março de 2024 fecharam a US$ 4,60 3/4 por bushel, uma baixa de 1,23%, e a posição de maio de 2024 encerrou a sessão a US$ 4,73 1/4 por bushel, recuando 1,20% em relação ao fechamento anterior.
Quanto ao câmbio, o dólar comercial registra um aumento de 0,35%, atingindo R$ 4,8887, enquanto o Dollar Index valoriza-se em 0,09%, chegando a 102,50 pontos.
Nos indicadores financeiros, as principais bolsas asiáticas fecharam com preços mais altos, com destaque para Xangai (-1,42%) e Japão (0,00%). Na Europa, as bolsas operam com preços fracos, incluindo Paris (-0,08%), Frankfurt (+0,07%) e Londres (-0,29%). O preço do petróleo opera em baixa, com o barril de fevereiro do WTI em NY a US$ 71,74, representando uma queda de 2,80%.
Fonte: Portal do Agronegócio
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