Publicado em: 24/06/2026 às 10:20hs
A colheita do milho safrinha 2026 alcançou 6,1% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até a última sexta-feira (19), segundo levantamento divulgado por Safras & Mercado. Os trabalhos avançam sobre uma área estimada em 15,739 milhões de hectares, mas ainda seguem abaixo da média histórica para o período.
No mesmo intervalo do ano passado, a colheita já atingia 6,8% da área cultivada, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 8,8%, indicando um ritmo mais lento nesta temporada.
Entre os principais estados produtores, Mato Grosso apresenta o maior percentual de área colhida, com 10,7% dos trabalhos concluídos. Na sequência aparecem Paraná, com 3,9%, Mato Grosso do Sul, com 2,2%, Goiás, com 0,8%, São Paulo, com 0,2%, e Minas Gerais, com 0,1%.
O desempenho da colheita segue sendo acompanhado de perto pelo mercado, já que a segunda safra responde pela maior parte da produção nacional de milho e exerce forte influência sobre a oferta do cereal no segundo semestre.
Na região do Matopiba — formada por áreas produtoras do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — a colheita da safrinha 2026 alcançou 7% da área cultivada de 1,341 milhão de hectares.
A Bahia lidera os trabalhos na região, com 10,9% da área colhida, seguida pelo Piauí, com 9,4%, Maranhão, com 6,3%, e Tocantins, com 4,7%.
Embora o índice atual esteja ligeiramente abaixo dos 7,8% registrados no mesmo período do ano passado, o desempenho supera com folga a média dos últimos cinco anos para a época, que é de 4,3%.
Com a intensificação da colheita nas próximas semanas, o mercado passa a concentrar atenção nos resultados de produtividade e na consolidação do potencial produtivo da segunda safra brasileira.
O avanço da ceifa será determinante para a formação dos preços internos, para a disponibilidade de milho no mercado doméstico e para o desempenho das exportações brasileiras ao longo do segundo semestre de 2026.
A expectativa do setor é de que o ritmo dos trabalhos acelere com a melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras, ampliando a oferta do cereal e trazendo maior visibilidade sobre o tamanho da safra nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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