Colheita do milho da Copacol chega a 83% da área com produtividade acima de 300 sacas por alqueire
Clima desafiou produtores durante o ciclo, mas médias de produtividade seguem positivas e produção da cooperativa deve superar 20 milhões de sacas
Publicado em: 13/08/2026 às 17:00hs
A colheita do milho na região de atuação da Copacol avançou para 83% da área cultivada e entra na reta final com boas médias de produtividade. Mesmo em ritmo mais lento que o registrado na safra anterior, a estabilização do clima após o período de chuvas entre o fim de junho e o início de julho permitiu que os produtores intensificassem os trabalhos no campo.
Com a participação dos cooperados, assistência técnica e estrutura de recebimento da cooperativa, a expectativa é de que a produção de milho da Copacol supere 20 milhões de sacas nesta safra.
A média de produtividade registrada até o momento está em aproximadamente 270 sacas por alqueire, mas algumas propriedades apresentam resultados superiores a 300 sacas por alqueire.
Produtividade do milho supera expectativas em propriedades
Em Bom Princípio, distrito de Toledo (PR), o produtor Taylor Marostica acompanha de perto a colheita em uma área de 185 alqueires.
Segundo o cooperado, a lavoura enfrentou períodos de menor disponibilidade de umidade durante o desenvolvimento e registrou excesso de chuva na fase final do ciclo. Mesmo assim, os resultados obtidos até agora estão acima das expectativas.
“Fizemos uma boa semeadura. Na fase inicial, a planta se comportou bem. Enfrentamos uma pequena estiagem e uma chuva tardia na fase final, porém não tivemos problemas significativos com pragas e doenças. Agora estamos colhendo até mais do que esperávamos, com média superior a 300 sacas por alqueire”, relata Taylor.
O resultado demonstra a capacidade produtiva das lavouras mesmo diante das oscilações climáticas registradas durante o ciclo.
Clima foi um dos principais desafios da safra
De acordo com o gerente técnico da Copacol, João Maurício Roy, o comportamento do clima foi um dos principais fatores de impacto sobre a produtividade do milho nesta safra.
Durante o desenvolvimento das plantas, houve períodos de baixo volume de chuvas e temperaturas elevadas, especialmente nos meses de março e abril. Já durante a colheita, o excesso de precipitações trouxe preocupação relacionada à qualidade dos grãos.
Apesar dos desafios, a avaliação da cooperativa é positiva.
“Mesmo diante dos desafios do clima, podemos considerar que as médias deste ano são boas. Temos várias situações de elevação: em algumas unidades, as médias estão acima de 300 sacas; em outras, abaixo das 200. Isso ocorreu em virtude da falta de chuva e das altas temperaturas registradas nos meses de março e abril”, explica João Maurício.
Segundo o gerente técnico, a expectativa é concluir a colheita até a primeira quinzena de agosto, caso as condições climáticas permaneçam favoráveis.
A produção estimada deverá ficar próxima à registrada na safra anterior.
Copacol espera superar 20 milhões de sacas de milho
Com 83% da área já colhida, a previsão é que a produção global de milho recebida pela Copacol ultrapasse 20 milhões de sacas.
O volume é considerado estratégico para o abastecimento das fábricas de rações da cooperativa, que utilizam o milho como uma das principais matérias-primas na produção destinada à cadeia de proteína animal.
A evolução da colheita também movimenta as Unidades de Grãos e Insumos da Copacol, responsáveis pelo recebimento, secagem e armazenamento da produção.
Assistência técnica contribui para planejamento da safra
Além das condições climáticas, o planejamento e o acesso à informação técnica são apontados como fatores importantes para o desempenho das lavouras.
A Copacol mantém um Centro de Pesquisa Agrícola, que desenvolve estudos e valida tecnologias voltadas às condições regionais de produção.
Os resultados das pesquisas são apresentados aos produtores durante Dias de Campo e Seminários Técnicos, contribuindo para decisões relacionadas ao manejo, escolha de materiais, preparo do solo, semeadura e condução das lavouras.
A cooperativa também dispõe de uma Unidade Refrigerada de Sementes, estrutura voltada à conservação e à qualidade das sementes utilizadas pelos produtores.
Tecnologia e planejamento fazem diferença no campo
Para Taylor Marostica, o planejamento realizado antes e durante a safra foi fundamental para enfrentar as adversidades climáticas.
O produtor destaca a importância de utilizar as informações técnicas disponíveis, desde o preparo do solo até a definição das estratégias de plantio e colheita.
A propriedade cultivada pela família soma 310 alqueires, com utilização de tecnologias e acompanhamento técnico ao longo do ciclo produtivo.
“Para nós aqui na região, a Copacol é o melhor ponto de entrega da nossa produção. Conta com um moderno sistema de secagem e armazenamento. Por mais que exista fila, a descarga é muito rápida, o que agiliza e dá segurança ao nosso trabalho. Estamos felizes com os investimentos que a Copacol fez aqui”, afirma o produtor.
Colheita do milho entra na reta final
Com mais de quatro quintos da área já colhida, a safra de milho da Copacol se aproxima da conclusão.
Mesmo com os desafios provocados por períodos de estiagem, calor e excesso de chuva, as médias de produtividade permanecem positivas. A expectativa de superar 20 milhões de sacas produzidas reforça a relevância do milho para o sistema produtivo da cooperativa.
Agora, a atenção dos produtores está concentrada na continuidade da colheita e na manutenção da qualidade dos grãos até a conclusão dos trabalhos.
A expectativa é que, com a estabilização do clima, a colheita seja finalizada na primeira quinzena de agosto, consolidando uma safra marcada por boa produtividade, uso de tecnologia, assistência técnica e planejamento no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias