Publicado em: 06/04/2026 às 19:40hs
O cenário climático no Brasil segue influenciando diretamente o desempenho das principais culturas agrícolas. Enquanto o milho safrinha enfrenta preocupação com calor e baixa umidade em áreas do Centro-Sul, a colheita da soja avança e já atinge 82% da área plantada, com desafios distintos entre as regiões.
Apesar de pancadas isoladas registradas recentemente, o tempo quente e seco continua preocupando produtores de milho safrinha em regiões do Centro-Sul do país.
No Paraná, especialmente na região oeste, a situação é mais crítica. A baixa umidade do solo, somada às temperaturas acima da média, tem afetado lavouras que já estão em fase reprodutiva — período considerado sensível para a definição da produtividade. Diante desse cenário, produtores já começam a estimar perdas nas áreas mais impactadas.
A preocupação com o clima não se limita ao oeste paranaense. Na última semana, o alerta se intensificou em outras áreas importantes de produção:
Nessas regiões, as lavouras começam a sentir os efeitos da umidade limitada, o que pode comprometer o potencial produtivo caso o padrão climático persista.
Por outro lado, em outras áreas do Centro-Sul, as chuvas têm ocorrido com maior regularidade, permitindo bom desenvolvimento da safrinha 2026. Ainda assim, especialistas destacam que o milho dependerá de precipitações frequentes até o mês de maio para garantir bons resultados.
A colheita da soja no Brasil segue avançando e já alcança 82% da área cultivada na safra 2025/26, segundo levantamento recente. O índice representa evolução em relação aos 75% registrados na semana anterior, mas ainda está abaixo dos 87% observados no mesmo período do ano passado.
Os trabalhos estão mais concentrados em regiões de calendário tardio, como:
No Matopiba, o excesso de umidade tem sido um dos principais desafios para os produtores. A condição impacta diretamente a qualidade dos grãos e também dificulta o ritmo da colheita.
Além disso, o alto teor de umidade:
No Rio Grande do Sul, as chuvas registradas na última semana tiveram efeito positivo para parte das lavouras que ainda estão em fase de enchimento de grãos.
Embora possam atrasar pontualmente a colheita, essas precipitações são consideradas benéficas para o desenvolvimento final da cultura, contribuindo para o potencial produtivo nas áreas mais tardias.
O atual cenário reforça o papel do clima como principal fator de risco para a produção agrícola neste momento.
Enquanto o milho safrinha depende de chuvas regulares nas próximas semanas para evitar perdas mais expressivas, a soja caminha para a reta final da colheita com desafios relacionados à umidade e logística.
A evolução das condições climáticas até maio será determinante para consolidar os resultados da safra brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
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