Publicado em: 11/02/2026 às 07:00hs
O desempenho da segunda safra de milho (safrinha) em 2026 depende diretamente do cumprimento da janela ideal de plantio. Mesmo com a previsão de chuvas na primeira quinzena de fevereiro no Centro-Oeste, o setor aposta que a capacidade operacional do produtor permitirá acelerar a colheita da soja e iniciar o plantio do milho dentro do período adequado.
A sincronização do plantio é considerada crucial para reduzir perdas e garantir produtividade máxima da lavoura.
Além do clima, a cigarrinha-do-milho preocupa produtores, deixando de ser um problema localizado para se tornar um desafio de alcance nacional.
Segundo estudo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a praga causou prejuízos estimados em US$ 25,8 bilhões entre as safras 2020/21 e 2023/24, com uma redução média de 22,7% na produção brasileira de milho, equivalente a 31,8 milhões de toneladas por ano.
Quase 80% dos municípios analisados relataram perdas relacionadas à presença da cigarrinha e aos enfezamentos transmitidos por ela.
Em regiões mais suscetíveis, a produtividade pode ser reduzida em mais de 70%, o que tem levado agricultores a investir cada vez mais em estratégias de controle.
Dados do setor apontam que os investimentos em manejo da cigarrinha cresceram cerca de 19% nas safras analisadas, refletindo a necessidade de mitigar riscos fitossanitários ao longo do ciclo do milho.
Segundo Valdumiro Garcia, engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, a cigarrinha impacta a competitividade brasileira no mercado internacional.
“O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho e um dos principais exportadores. Problemas fitossanitários como a cigarrinha afetam não só o agricultor, mas também a competitividade do país. O manejo precisa começar cedo e ser integrado, com híbridos tolerantes, tratamento de sementes, monitoramento constante e aplicações de inseticidas no momento correto.”
Nas últimas décadas, a relevância da segunda safra cresceu significativamente, especialmente no Centro-Oeste, e atualmente representa a maior parcela da produção nacional.
Em Mato Grosso, principal estado produtor:
Mesmo com expectativas elevadas, o desempenho da safrinha dependerá da regularidade das chuvas e da eficiência no controle da cigarrinha ao longo do ciclo da lavoura.
Com plantio concentrado entre fevereiro e março, após a colheita da soja, especialistas reforçam a necessidade de monitoramento contínuo e manejo fitossanitário nos estágios iniciais da cultura.
No mercado de insumos, a IHARA disponibiliza soluções para controle da cigarrinha-do-milho, como o inseticida ZEUS, que atua de forma translaminar e sistêmica, por contato e ingestão. Testes de campo apontam:
Fonte: Portal do Agronegócio
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