Publicado em: 24/04/2026 às 17:40hs
A colheita do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul atingiu 87% da área cultivada, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. Apesar do avanço significativo, as chuvas frequentes têm dificultado o ritmo das operações no campo.
As áreas remanescentes, em sua maioria de segunda safra, ainda estão em fase reprodutiva, com bom acúmulo de biomassa favorecido pela umidade do solo.
Segundo o levantamento, a alta umidade tanto nas plantas quanto no solo tem limitado a colheita, prejudicando etapas fundamentais do processo de ensilagem.
Entre os principais impactos observados estão:
Esse cenário pode afetar diretamente a qualidade da fermentação da silagem, etapa essencial para garantir valor nutricional e conservação do alimento destinado à alimentação animal.
Mesmo com os entraves operacionais, a estimativa aponta uma área cultivada de 345.299 hectares, com produtividade média de 37.840 kg por hectare.
No entanto, especialistas alertam que a qualidade da silagem pode ser comprometida caso as condições de umidade persistam durante o período de colheita, impactando o desempenho nutricional e produtivo dos rebanhos.
O excesso de chuvas reforça o papel do clima como variável crítica na produção de milho para silagem. Além de interferir na logística da colheita, as condições climáticas influenciam diretamente o resultado final do processo de conservação.
Diante desse cenário, produtores seguem atentos à evolução do tempo para minimizar perdas e garantir melhor qualidade do material ensilado.
Fonte: Portal do Agronegócio
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