Publicado em: 06/03/2024 às 11:10hs
Janeiro e fevereiro marcaram mais um período de declínio nos preços do milho, conforme aponta a Consultoria Agro do Itaú BBA. A combinação da redução dos valores internacionais e do progresso na colheita da primeira safra no Brasil resultou em uma diminuição significativa nos preços do cereal. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reportou uma redução na produção nacional de milho, influenciada pela queda na área e na produtividade. A Bolsa de Rosário, assim como fez com a soja, também reduziu as estimativas de produção de milho na Argentina devido às condições climáticas desfavoráveis.
No mercado internacional, o milho teve uma queda de 3,8% em janeiro, chegando a USD 4,52/bu, e uma nova desvalorização de 6,3% em fevereiro, atingindo USD 4,35/bu. Essa tendência reflete um cenário mais confortável para o equilíbrio entre oferta e demanda nos Estados Unidos, com uma safra recorde projetada para 2023/24.
No mercado interno brasileiro, o milho acumulou uma desvalorização de 1,4% em janeiro, alcançando R$ 65,90/saca na praça de Campinas. Já em fevereiro, a média foi de R$ 62,54/saca, representando uma queda de 5,1%, pressionada pela colheita em andamento e pela desvalorização no mercado externo.
A produção total de milho no Brasil para 2023/24 foi revisada para baixo, atingindo 113,7 milhões de toneladas, com uma redução de quase 4 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior. A Conab realizou o maior ajuste na produção da segunda safra de milho, com uma diminuição de 3,1 milhões de toneladas. A Bolsa de Rosário projeta uma produção argentina de milho entre 55 e 57 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima 55 milhões de toneladas.
O plantio da segunda safra de milho está adiantado no Paraná, com 55% da semeadura concluída, 40 pontos percentuais à frente do ano anterior. O USDA confirma uma tendência de redução na área plantada com milho nos Estados Unidos para 2024/25. Apesar do ajuste da Bolsa de Rosário, a Argentina projeta uma safra volumosa a partir de março. O país, com chuvas favoráveis nas últimas semanas, planeja exportar grandes volumes para equilibrar o excedente interno e abrir espaço para a safra de soja a partir de abril. A competição acirrada nos preços do milho argentino pode favorecer os embarques desse país em comparação com os EUA e o Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
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