Milho e Sorgo

Biológicos: A Nova Era na Cultivação do Milho

Inoculantes estão elevando o potencial produtivo da cultura e impulsionando a produção de biocombustíveis


Publicado em: 18/07/2024 às 14:30hs

Biológicos: A Nova Era na Cultivação do Milho
Foto: Ppexels - Ram Iyengar

O milho, essencial na alimentação animal e no consumo humano, além de ser um componente vital na produção de etanol, enfrenta uma crescente demanda. Para atender a essa necessidade sem expandir as áreas de cultivo ou competir com a soja no verão e o trigo no inverno, investir na fertilidade do solo e aumentar a produtividade é fundamental. No entanto, o aumento do uso de fertilizantes químicos gera preocupações entre os produtores quanto ao aumento dos custos de produção e à eficácia das estratégias adotadas.

Nesse contexto, as indústrias de fertilizantes biológicos têm se voltado para o cultivo do milho como uma alternativa viável. Uma pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) revelou que a aplicação de inoculantes contendo a bactéria Azospirillum brasilense (estirpes Ab-V5 e Ab-V6) na semeadura pode reduzir em até 25% a necessidade de adubação nitrogenada de cobertura, representando uma economia de R$ 119 por hectare.

A Novonesis, líder mundial em biossoluções, tem investido nessa demanda crescente por milho, oferecendo soluções que beneficiam toda a cadeia produtiva. Rodolfo Alexandre Zapparoli, Head of Sales Animal & Plant Biosolution da Novonesis, destaca que a inoculação com Azospirillum brasilense pode aumentar a produtividade média em 3,1%. Quando combinados com fertilizantes nitrogenados, esses microrganismos podem elevar o índice de produtividade em até 10%.

Necessidade de Produzir Mais

Produzir mais em áreas já cultivadas é uma necessidade premente, considerando que a demanda interna por milho é estimada em 84,5 milhões de toneladas para 2024, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No entanto, fatores climáticos têm impactado negativamente a produção, que permanece aquém do esperado.

Zapparoli explica que os inoculantes promovem um crescimento radicular mais robusto, permitindo uma melhor exploração do solo e aumentando a eficiência no uso de fertilizantes nitrogenados. Isso, por sua vez, torna as plantas mais resistentes a condições de estresse hídrico.

O último levantamento da Conab revelou uma queda na produção em relação à safra anterior, prevendo 114,14 milhões de toneladas para 2023/24, frente aos 131,90 milhões da safra 2022/23. O uso de produtos biológicos pode ajudar a mitigar essas perdas.

Manejo Adequado

A qualidade dos materiais e a aplicação correta dos inoculantes são cruciais para resultados satisfatórios na fixação biológica do milho. Zapparoli ressalta a importância de armazenar o produto em locais arejados e secos, evitando a exposição direta à luz solar. “É fundamental seguir as orientações na bula do produto. O inoculante AzoMax®, por exemplo, pode ser aplicado no tratamento de sementes na dose de 100 ml por saco ou na semeadura na dose de 200 ml por hectare”, explica.

Biocombustíveis e Sustentabilidade

Além de suas aplicações na agricultura, o milho também está se consolidando na produção de etanol, representando cerca de um quinto da produção nacional. Os inoculantes, além de promoverem um bom desenvolvimento das plantas, ajudam a agroindústria a produzir etanol de forma mais eficiente. Fabrício Leal Rocha, diretor de Bioenergia da Novonesis na América Latina, enfatiza que a biotecnologia é essencial em todas as usinas de etanol que utilizam milho.

Na produção de etanol, o uso de enzimas e leveduras é fundamental, sendo as leveduras responsáveis pela fermentação dos açúcares. A Novonesis, líder em biotecnologia, está ampliando sua capacidade de produção e fornecimento de matéria-prima, especialmente após a fusão com a Chr.Hansen.

“Com essa fusão, ampliamos nosso portfólio de soluções, atendendo desde o campo até a indústria”, observa Rocha. A utilização de leveduras avançadas pode aumentar em até 6% a produção de biocombustível em comparação com leveduras tradicionais.

Os resultados já são visíveis. De acordo com a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a produção de etanol deve alcançar seis milhões de litros na safra 2023/24, representando um aumento de 36,7% em relação à safra anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

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