Publicado em: 23/04/2026 às 11:45hs
A elevação dos custos de produção do milho para a segunda safra tem intensificado a pressão sobre o planejamento dos produtores e mudado o foco das decisões no campo.
De acordo com análise de Jeferson Souza, com base em dados da Agrinvest Commodities para Mato Grosso, o custo com defensivos e fertilizantes no milho de alta tecnologia alcançou 76,4 sacas por hectare na Safrinha 2027.
O avanço dos custos evidencia uma mudança significativa em comparação ao mesmo período do ano passado. Na Safrinha 2026, o desembolso estava em 58,4 sacas por hectare, o que representa uma alta de 30,8%.
Além disso, o patamar atual supera com folga a média dos últimos quatro anos, estimada em 53,6 sacas por hectare, reforçando o cenário de encarecimento da produção.
Segundo a análise, embora os defensivos tenham registrado aumento, eles ainda permanecem dentro de um padrão histórico.
O principal fator de pressão vem dos fertilizantes, que seguem como o componente mais oneroso da lavoura e responsável pela maior parte da elevação dos custos.
Além de fertilizantes e defensivos, o custo total da produção de milho inclui:
Esses fatores tornam a relação entre preço do milho e custo de produção ainda mais sensível, exigindo maior controle financeiro por parte dos produtores.
Com os preços atuais do cereal frente ao aumento das despesas, cresce a preocupação com a viabilidade econômica da segunda safra.
No Mato Grosso, essa análise ganha ainda mais relevância, já que os produtores também consideram a rentabilidade de culturas alternativas, como o algodão, no momento de definir o planejamento da próxima safra.
Apesar de ainda haver tempo até a consolidação do próximo ciclo produtivo, o avanço dos custos já impõe um novo nível de atenção no campo.
O cenário indica que as decisões sobre plantio, investimento em tecnologia e escolha de culturas devem ser tomadas com maior cautela, diante de um ambiente de custos elevados e margens mais pressionadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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