Publicado em: 11/02/2026 às 17:00hs
A colheita da uva segue em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com variações na produtividade, qualidade e preços conforme a cultivar e o destino da produção. O levantamento mais recente da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (5), destaca avanços significativos em municípios produtores e um cenário favorável para o segmento de espumantes.
Em Quaraí, cerca de 20% dos 96 hectares de parreirais já foram colhidos, com foco em uvas de mesa e viníferas brancas.
Já em Santana do Livramento, onde são cultivados 1.050 hectares, produtores independentes e grandes vinícolas intensificam a colheita de Chardonnay, Pinot Noir, Gewürztraminer e Moscato.
As produtividades atuais estão cerca de 20% acima das duas últimas safras, alcançando médias próximas de 10 toneladas por hectare nas variedades brancas e 12 toneladas por hectare nas tintas.
As variedades Tannat, Merlot e Cabernet Sauvignon devem começar a ser colhidas a partir da segunda quinzena de fevereiro.
Segundo a Emater, o amadurecimento mais lento se deve ao regime de chuvas até o fim de dezembro e às noites frias. A redução das precipitações em janeiro favoreceu o acúmulo de açúcares, o que aumenta o potencial de vinificação.
Enquanto isso, a colheita das variedades Niágara e Concord, usadas no consumo in natura e na produção de sucos, chega ao fim nas propriedades familiares.
As vinícolas registram maior procura por uvas destinadas à produção de espumantes, com preços que variam entre R$ 6,00 e R$ 7,50 por quilo.
Por outro lado, a comercialização de uvas para vinhos ocorre de forma mais restrita devido ao aumento das importações de rótulos estrangeiros, o que reduz o interesse das vinícolas por uvas tintas e pressiona os preços — hoje entre R$ 3,00 e R$ 5,00 por quilo, conforme a qualidade.
Na região de Caxias do Sul, a colheita das variedades precoces, como Bordô, Niágara, Concord, Seibel, BRS Magna, Chardonnay, Pinot Noir e Gewürztraminer, está em pleno andamento.
Os vinhedos apresentam boa sanidade e maior graduação de açúcares, o que favorece o padrão exigido pela indústria.
Em Flores da Cunha, cerca de 60 hectares de parreirais foram atingidos por granizo, afetando aproximadamente 25 famílias.
No Ceasa Serra, o preço da Niágara caiu de R$ 5,17 para R$ 3,75 por quilo, enquanto na venda direta o valor varia de R$ 2,00 a R$ 3,00 por quilo.
Em Frederico Westphalen, mais de 90% da safra destinada ao consumo in natura já foi colhida, com produtividade média de 20 toneladas por hectare.
Para uvas voltadas ao processamento, cerca de 40% da produção já foi comercializada, com produtividade média de 21 toneladas por hectare.
Em Pelotas, a produtividade estimada chega a 30 toneladas por hectare, superando as safras anteriores. Os preços pagos ao produtor variam entre R$ 2,80 e R$ 5,00 por quilo, conforme a cultivar.
Em Santa Maria, a colheita está próxima do encerramento, com indicadores de boa produtividade.
Em Soledade (Rio Pardo), a safra das uvas americanas — Niágara, Bordô e Concord — está na fase final.
Já em Ibarama, produtores comercializam Niágara Rosada, Niágara Branca e Concord diretamente ao consumidor, com preços entre R$ 6,00 e R$ 7,00 por quilo.
Em Encruzilhada do Sul, iniciou-se a colheita da Chardonnay destinada à produção de espumantes, enquanto as demais cultivares ainda estão em maturação.
Fonte: Portal do Agronegócio
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