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Fruticultura e Horticultura

Suco de laranja sobe até 3% em Nova York; safra brasileira e demanda seguem no radar

Contratos avançavam na manhã desta terça-feira (6), enquanto revisão da produção em São Paulo e Minas Gerais acrescenta novos elementos à avaliação da oferta


Publicado em: 06/10/2026 às 11:20hs

Suco de laranja sobe até 3% em Nova York; safra brasileira e demanda seguem no radar

Os contratos futuros do suco de laranja registravam alta na Bolsa de Nova York na manhã desta terça-feira (6), em um mercado dividido entre preocupações com a oferta e dificuldades para recuperar a demanda. No levantamento das 9h05, no horário de Brasília, informado no boletim de mercado, os vencimentos acompanhados subiam entre 1,73% e 2,99%.

Não foi possível confirmar uma cotação posterior a esse horário nas fontes consultadas. Os valores apresentados abaixo correspondem, portanto, à atualização das 9h05, e não ao fechamento da sessão.

No campo, uma informação relevante para o mercado é a revisão da safra 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro. O Fundecitrus elevou a projeção para 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos, aumento de 3,1% em relação à estimativa inicial de maio. A reestimativa foi divulgada em 10 de setembro.

Cotações do suco de laranja avançam na manhã de terça-feira

Conforme o boletim fornecido, o contrato com vencimento em novembro de 2026 era negociado a 147,70 centavos de dólar por libra-peso, alta de 2,32%.

O vencimento janeiro de 2027 avançava 2,46%, a 150,25 centavos por libra-peso. Março de 2027 apresentava a maior valorização entre os contratos acompanhados, de 2,99%, cotado a 148,00 centavos. Já maio de 2027 subia 1,73%, a 149,75 centavos por libra-peso.

A recuperação das cotações pode envolver ajustes de posições após perdas recentes. Essa possibilidade, porém, não permite atribuir o movimento exclusivamente a fatores técnicos nem confirmar uma mudança duradoura de tendência.

Chuvas elevam projeção da safra no principal cinturão citrícola

Segundo o Fundecitrus, a revisão positiva da produção decorreu do maior peso dos frutos das variedades precoces e de meia-estação. Esse ganho compensou o aumento previsto da queda prematura de laranjas.

Entre maio e agosto, a precipitação média no cinturão citrícola ficou 51% acima da média histórica. A estimativa de peso médio passou de 160 para 166 gramas por fruto, contribuindo para ampliar o volume projetado.

A atualização indica melhora frente à previsão inicial da temporada, mas não elimina os problemas fitossanitários que afetam os pomares.

Greening e queda de frutos mantêm atenção sobre a oferta

O Fundecitrus aponta que o avanço da severidade do greening, associado à ocorrência de leprose e cancro cítrico, intensificou a queda prematura dos frutos. A taxa média projetada foi elevada de 23,7% para 24,1%.

A colheita também vinha mais lenta que o habitual: até meados de agosto, 27% da produção havia sido retirada dos pomares. A próxima reestimativa está prevista para 10 de dezembro. 

Demanda e estoques limitam recuperação mais consistente

O boletim de mercado aponta estoques mais elevados de suco e consumo enfraquecido nos Estados Unidos e na Europa como fatores que restringem o avanço dos preços.

Assim, a alta observada pela manhã ocorre em um cenário de forças opostas. Os riscos climáticos e sanitários mantêm a atenção sobre a produção, enquanto a recuperação da demanda e o ritmo de utilização dos estoques seguem relevantes para a sustentação das cotações.

Fonte: Portal do Agronegócio

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