Publicado em: 09/04/2026 às 14:00hs
A vindima de 2026 na Serra do Sudeste, especialmente em Encruzilhada do Sul, se estendeu até o final de março e início de abril, consolidando a região como um dos principais terroirs brasileiros para vinhos tintos. Diferentemente da Serra Gaúcha, onde a colheita costuma ocorrer entre janeiro e início de março, o clima mais ameno e a maior amplitude térmica nesta região retardaram a maturação, garantindo uvas mais equilibradas e de alta qualidade.
Juliano Carraro, diretor-comercial da vinícola Lidio Carraro, afirma: “A vindima de 2026 está sendo espetacular. A maturação lenta e completa das uvas se deve às noites mais frescas e às temperaturas mais estáveis durante o ciclo.”
Atualmente, as vinícolas estão colhendo Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Malbec e Cabernet Franc, enquanto outras parcelas ainda seguem em maturação, respeitando o ponto ideal de cada variedade.
Giovanni Carraro, enólogo e diretor técnico, destaca: “Muitas uvas apresentam altos índices de polifenóis e açúcares, resultando em vinhos equilibrados entre potência, álcool e acidez — fundamentais para tintos de alta gama e longevidade.”
O clima desempenhou papel central na safra:
Apesar de registros isolados de granizo em algumas áreas do Rio Grande do Sul, os vinhedos da Lidio Carraro permaneceram intactos graças ao uso de sistemas de proteção.
A performance da região reforça uma tendência: Encruzilhada do Sul se consolida como alternativa consistente à Serra Gaúcha para vinhos tintos estruturados, graças a:
Esses fatores tornam a região estratégica para vinhos de identidade, elegância e potencial de envelhecimento, fortalecendo sua importância na vitivinicultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
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