Publicado em: 10/03/2026 às 10:20hs
A colheita de oliva no Rio Grande do Sul está ganhando ritmo em diferentes regiões do estado, com perspectivas positivas para o volume de produção em alguns municípios. As informações constam no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, atualizado recentemente.
Na região administrativa de Bagé, a colheita se intensifica nos pomares localizados em São Gabriel. De acordo com a Emater/RS-Ascar, os produtores têm se surpreendido com a produtividade das cultivares em colheita, especialmente da Koroneiki, que apresenta carga elevada e deve ser colhida nas próximas semanas.
Após duas safras consecutivas com resultados negativos — em que parte da produção chegou a ser abandonada devido à inviabilidade econômica —, a expectativa é que a produção de azeitonas supere os níveis registrados na safra 2022/2023. O bom desempenho é atribuído às condições climáticas favoráveis e ao início da produção em pomares jovens. Até o momento, o rendimento das frutas processadas em lagar local atinge 12% na extração de azeite.
Na região administrativa de Santa Maria, em Cachoeira do Sul, a falta de chuvas regulares no último mês aumentou a demanda por irrigação nos pomares de oliva e de noz-pecã. Produtores que utilizam sistemas de irrigação têm compensado a ausência de umidade, embora os níveis dos reservatórios apresentem redução gradual, segundo o informativo da Emater/RS-Ascar.
Em Soledade, a colheita das oliveiras está em fase inicial, com expectativa de produção elevada para a safra atual. Já em Encruzilhada do Sul, existem cerca de mil hectares cultivados com oliveiras, embora parte ainda não esteja em fase produtiva.
Na região administrativa de Pelotas, os trabalhos de colheita continuam e os produtores seguem otimistas em relação ao volume da safra, reforçando as perspectivas de recuperação da produção de olivas no estado.
O avanço da colheita e o aumento na produtividade têm potencial para impactar o mercado local e nacional de azeite, considerando que a produção gaúcha tem ganhado relevância no setor. Além disso, o Banco Central, por meio de seus indicadores de inflação e câmbio, acompanha o comportamento de commodities e insumos agrícolas, que influenciam diretamente os preços e custos de produção do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
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