Publicado em: 19/06/2026 às 10:45hs
A expansão da safra brasileira de noz-pecã não deve pressionar negativamente os preços no mercado interno e externo, segundo avaliação do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan). Mesmo com a expectativa de aumento da produção, o cenário internacional segue favorável, sustentado pela demanda consistente e pela baixa disponibilidade de estoques entre os principais países produtores.
De acordo com estimativas do IBPecan, a produção nacional de noz-pecã nesta temporada deve ficar entre 6,5 mil e 7 mil toneladas. O crescimento é atribuído à maior produtividade dos pomares, à entrada de novas áreas em fase produtiva e à recuperação do setor após perdas climáticas registradas em safras anteriores, especialmente as enchentes de 2024.
O avanço da produção marca um momento de retomada da pecanicultura brasileira, que vem ampliando sua presença no mercado internacional com maior regularidade na oferta.
Mesmo com o aumento da oferta, a tendência é de estabilidade nas cotações. O fator determinante, segundo o IBPecan, é o comportamento da demanda global, que segue aquecida, além da abertura de novos canais de exportação.
O presidente do instituto, Claiton Wallauer, destaca que o cenário internacional é um dos principais pilares de sustentação dos preços.
“A demanda externa aquecida e a abertura de novos canais de exportação ampliam as oportunidades para o produto brasileiro. Além disso, os principais países produtores, como Estados Unidos e México, não conseguiram formar estoques significativos, o que mantém o mercado global mais favorável”, afirma.
A ausência de estoques elevados nos principais países produtores reduz a possibilidade de pressão baixista sobre os preços internacionais. Com isso, mesmo diante do aumento da produção brasileira, o mercado tende a operar com menor volatilidade.
Segundo o IBPecan, a combinação entre demanda firme e oferta global controlada cria um ambiente mais equilibrado para comercialização da noz-pecã, favorecendo a estabilidade das cotações ao longo da safra.
Apesar do cenário positivo, a manutenção dos preços também dependerá da qualidade dos frutos colhidos. O excesso de chuvas desde a primavera elevou a incidência de doenças nos pomares, exigindo maior atenção dos produtores no manejo fitossanitário.
“O excesso de chuvas registrado desde a primavera elevou a pressão de doenças nos pomares e exige cuidados redobrados no manejo”, reforça Wallauer.
Além das condições climáticas, fatores operacionais também serão determinantes para o desempenho da safra. A disponibilidade de mão de obra e a agilidade na colheita e no processamento das nozes são pontos críticos para preservar a qualidade dos lotes.
Segundo o IBPecan, quanto mais eficiente for a retirada e o beneficiamento da produção, maiores serão as chances de acesso a mercados mais exigentes e de obtenção de melhores preços na comercialização.
Fonte: Portal do Agronegócio
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