Publicado em: 12/12/2025 às 14:40hs
O mês de novembro de 2025 apresentou as menores margens de rentabilidade do segundo semestre para os produtores de manga, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Apesar da redução, o período ainda garantiu retornos positivos — um desempenho acima do padrão histórico para o mês, que tradicionalmente registra ganhos limitados no setor.
No Vale do São Francisco (BA/PE), principal polo produtor da fruta no país, a produtividade caiu de forma expressiva: retração de 22% nos pomares de Palmer e 30% na variedade Tommy, em comparação com novembro de 2024. Essa menor produção dificultou a diluição dos custos fixos e operacionais, pressionando a margem dos mangicultores.
A oferta limitada, contudo, sustentou os preços em níveis elevados. A manga Palmer foi a grande destaque do mês, alcançando média de R$ 2,18/kg — valor mais de três vezes superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Já a manga Tommy teve desempenho mais moderado, impactada pelo início da safra paulista 2025/26, que ampliou a oferta nacional e conteve maiores avanços de preço. Ainda assim, o produto foi negociado, em média, a R$ 1,71/kg, o que representa mais que o dobro do valor observado em novembro de 2024.
Mesmo com custos elevados, a rentabilidade final se manteve favorável aos produtores. Em novembro, a margem líquida foi de R$ 1,08/kg para a variedade Palmer e R$ 0,61/kg para a Tommy.
O resultado contrasta com o cenário de 2024, quando os meses finais do ano registraram margens negativas ou muito próximas dos custos de produção. Para o encerramento de 2025, a expectativa é de que os mangicultores mantenham resultados positivos, fortalecendo o capital de giro e garantindo boas perspectivas para o início de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
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