Publicado em: 28/02/2018 às 09:20hs
O Noroeste do Rio Grande do Sul vem se especializando em uma nova cultura: a produção de uvas. A região tem uma característica diferente da Serra gaúcha, já que o clima é mais quente. Com isso, as espécies mais plantadas são as Niagara Branca e Rosa, Violeta e Isabel precoce.
Segundo a engenheira agrônoma da Emater, Carolina Remus Oberto, a agricultura familiar vem se beneficiando da produção. "Eles estão aproveitando bastante a área, em um hectare tem uma alta produção de uva. E é uma alternativa para agricultura familiar", conta.
Um exemplo é a família de Gelson Vieira, de Pejuçara, em que o cultivo de uvas foi passado de geração para geração. Há três anos a qualidade das uvas vem melhorando com os novos cuidados que os produtores estão tomando.
O novo sistema de plantação utiliza uma cobertura feita com um plástico específico que fica instalado em cima e nas laterais das parreiras. Esse material protege os frutos de agrotóxicos de plantações vizinhas, insetos e pássaros que estragam as uvas.
Gelson perdia muito a qualidade da safra antes de utilizar a proteção. "Nessa fase de maturação, a uva é muito sensível, então a chuva estragava muito. O passarinho, a mariposa e a abelha prejudicavam, estragavam muito as uvas", comenta.
Este cuidado reduz totalmente o uso de inseticidas e fungicidas. Gelson já nota as mudanças positivas no novo sistema. "Nós perdemos bastante com sistema antigo, onde não tinha cobertura. A gente perdia de 50% a 60% da uva. E nesse sistema praticamente zerou as perdas", relata.
Esse tipo de estufa é novo na região, porém, já tem bastante utilização na serra gaúcha. O custo do equipamento fica em torno de R$ 60 mil por hectare e pode ser utilizado para outras plantações, como a de tomate ou morango.
Gelson comemora a produtividade. "Qualidade excelente, pode ver no parreiral aí, 100%, é uma produção muito boa. Usando as tecnologias disponíveis hoje se consegue. O investimento é um pouco alto, por isso tem que ter um certo planejamento para que não se ponha a perder esse investimento, mas é possível", explica.
Segundo a engenheira da Emater, a estufa melhora também a durabilidade dos frutos. "Aumenta a qualidade, a durabilidade, ele pode colher em um tempo maior. Isso ajuda na questão de mercado, podendo vender mais o produto. Quando o pessoal já não tem, ele ainda tem a uva", revela Carolina.
Fonte: RBS TV
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