Publicado em: 03/03/2016 às 14:00hs
Morador em Presidente Castelo Branco, município da região de Nova Esperança, no portal do noroeste do estado, Isaías Schilive é uma referência pelos volumes que produz e também pela qualidade fitossanitária do pomar.
Produtividade - Em média, são de três a quatro caixas (40,8 kg cada) de laranja por pé. Mesmo na última safra, quando parte dos citricultores teve perdas por abortamento de frutos, devido à estiagem e às altas temperaturas ocorridas no final de 2014 e início de 2015, a sanidade e o investimento em nutrição das plantas garantiram bons resultados.
Produção - O produtor fechou a safra 2015/16 com a produção de 46 mil caixas em 17 mil pés de laranja que ocupam 36 hectares. A safra só diminuiu um pouco porque 4 mil pés foram podados e há 5,5 mil pés com três anos, ou seja, praticamente sem frutos. A idade do pomar de Schilive varia de sete a doze anos, mas ele possui 3 mil plantas com 25 anos, as primeiras a serem plantadas em Presidente Castelo Branco, ainda altamente produtivas, com três caixas por pé. “Devo tirar mais duas ou três safras e. em seguida, renovar o pomar”, diz o produtor.
Preço - Mesmo quando o preço não é dos melhores, Schilive ganha em produtividade. Na safra 2015/16, a caixa de laranja foi vendida a R$ 11, mas no final das contas, segundo ele, deu mais do que a soja e o milho ou do que qualquer outra cultura.. “Já plantei de tudo, mas nada deu resultado como a laranja”, diz.
Orientação técnica - De acordo com Isaías Schilive, não há segredo: basta fazer tudo que é recomendado pela assistência técnica da Cocamar. Todo dia ele está no pomar supervisionando as atividades e vistoriando tudo. Há um pragueiro que avalia todas as plantas uma vez por mês, a inspeção do greening é feita quatro vezes ao ano e sempre que é identificado um sintoma, a remoção da planta ocorre de imediato. “Fico sempre de olho, não dou chance ao azar”.
Rigor - Enquanto a média dos produtores da região registra níveis de infestação de greening de 8%, com alguns chegando a 12% ou até 15%, no seu pomar o percentual não passa de 2%. “Quero permanecer na citricultura e por isso cuido mesmo, com todo o rigor”, afirma.
Equipe própria - Schilive tem sua própria equipe de colheita, sendo todos os trabalhadores registrados e servidos de transporte. Ele é um dos integrantes do sistema Fairtrade, o mercado solidário internacional. Em vez de utilizar produtos químicos para o controle do mato nas entrelinhas, o citricultor faz uso da roçadeira ecológica no verão e trabalha com nabo forrageiro no inverno.
Fonte: Imprensa Cocamar
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