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Fruticultura e Horticultura

Produtividade do tomate avança no Sul de Minas e safra de inverno ganha força com redução das doenças

Queda das chuvas e temperaturas mais amenas diminuem a pressão de bactérias, elevam a produtividade das lavouras e fortalecem as perspectivas para a safra de inverno de 2026.


Publicado em: 10/07/2026 às 10:35hs

Produtividade do tomate avança no Sul de Minas e safra de inverno ganha força com redução das doenças
Foto: CNA

A safra de inverno de tomate no Sul de Minas Gerais apresenta evolução positiva após um início marcado por desafios climáticos. Dados do Cepea mostram que a redução do volume de chuvas e a diminuição da incidência de doenças bacterianas favoreceram o desenvolvimento das lavouras, elevando a produtividade ao longo da temporada.

No início do ciclo, os transplantios realizados entre meados de janeiro e a primeira quinzena de março enfrentaram elevada pressão de doenças, especialmente pinta bacteriana (Pseudomonas syringae) e mancha bacteriana (Xanthomonas). O excesso de chuvas criou um ambiente favorável à disseminação desses patógenos, impactando parte das áreas produtoras.

Como estratégia para reduzir riscos, muitos produtores decidiram adiar os transplantios inicialmente previstos para o começo de março, concentrando-os na segunda semana do mês.

Primeiras colheitas registram bom desempenho

Mesmo diante das dificuldades iniciais, as primeiras colheitas, realizadas em março e originadas dos transplantios de janeiro, apresentaram resultados considerados satisfatórios.

Segundo o Cepea, a produtividade dessas áreas ficou entre 350 e 400 caixas por mil plantas, indicando que o manejo adotado pelos produtores contribuiu para preservar o potencial produtivo das lavouras.

Clima mais seco reduz doenças e melhora os rendimentos

Entre abril e junho, as condições climáticas tornaram-se mais favoráveis para o cultivo. A redução das temperaturas e, principalmente, do volume de chuvas diminuiu significativamente a pressão das doenças bacterianas.

Nesse período, foram registrados apenas casos pontuais de requeima (Phytophthora), favorecidos pelo clima mais frio. Entretanto, a doença permaneceu sob controle e não provocou impactos relevantes sobre a produção.

Com esse cenário, as áreas transplantadas entre fevereiro e março, cuja colheita começou a partir de abril, alcançaram produtividade média próxima de 400 caixas por mil plantas, desempenho superior ao observado nas primeiras áreas colhidas.

Julho deve marcar nova alta na produtividade do tomate

As perspectivas para julho seguem otimistas. As lavouras implantadas entre a segunda quinzena de março e abril, que se aproximam da fase final do ciclo, apresentam melhores condições fitossanitárias graças à menor incidência de bactérias.

De acordo com as estimativas do Cepea, a produtividade deverá variar entre 400 e 450 caixas por mil plantas, consolidando uma trajetória de recuperação ao longo da safra de inverno.

Cenário favorece a oferta de tomate

A melhora das condições climáticas e do desempenho das lavouras reforça as expectativas de maior oferta de tomate nas próximas semanas. Caso o clima permaneça favorável, a tendência é de manutenção dos bons índices produtivos nas principais regiões produtoras do Sul de Minas, um dos polos mais importantes da tomaticultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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