Publicado em: 21/01/2026 às 17:30hs
A produção de morango no Rio Grande do Sul apresenta comportamentos distintos entre as regiões produtoras, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (15). As diferenças envolvem variações na produtividade, presença de pragas e valores de comercialização, com destaque para oscilações em Caxias do Sul, Lajeado, Pelotas e Santa Maria.
Na região administrativa de Caxias do Sul, especialmente em Nova Petrópolis, o volume colhido recuou em relação à semana anterior, embora permaneça em nível elevado. A redução das temperaturas favoreceu o cultivo, estimulando a floração e a frutificação das plantas, além de proporcionar ótima atividade de insetos polinizadores, como as abelhas.
Em Gramado, houve registro de mosca-das-frutas em algumas lavouras, mas o controle tem sido eficaz por meio de retirada de frutos maduros, uso de armadilhas e manejo químico. Parte dos produtores iniciou reformas e construção de novas estufas, se preparando para o próximo ciclo de plantio.
Os preços pagos aos produtores permanecem estáveis, variando conforme o canal de venda e o tipo de embalagem.
Na região de Lajeado, especialmente no município de Feliz, a colheita está em fase final. A Emater/RS-Ascar aponta redução no calibre dos frutos, comportamento considerado normal para o período.
Produtores que cultivam em solo estão finalizando as colheitas, enquanto aqueles com sistemas em bancadas elevadas mantêm a produção por mais tempo.
Com as altas temperaturas, a produtividade tem caído gradualmente.
Os preços variam entre R$ 20 e R$ 25 por quilo, conforme o local e a qualidade do produto.
Na região de Pelotas, a produção de morango segue em queda, afetada por forte ataque de pragas, principalmente mosca-das-frutas, mosca-da-asa-manchada (Drosophila suzukii) e tripes.
Essas ocorrências têm prejudicado o desempenho das lavouras e reduzido a oferta do produto.
Os preços de comercialização variam entre os municípios, refletindo diferenças de oferta e demanda locais.
Em Santa Maria, a colheita das cultivares de dias neutros continua, com condições climáticas e de manejo favoráveis à manutenção da produtividade.
O boletim ressalta, no entanto, grande variação nos preços praticados em Agudo, influenciada pelo canal de comercialização e pelo ponto de venda.
Os valores mais altos são observados em estabelecimentos próximos à BR-287, onde há maior fluxo de consumidores e escoamento mais rápido da produção.
Fonte: Portal do Agronegócio
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