Publicado em: 12/04/2016 às 15:15hs
O cenário atual é extremamente preocupante para os produtores de mamão de Linhares (ES), uma das principais cidades responsáveis pela exportação do tipo Papaya no Brasil. O motivo é a grande diminuição da oferta da fruta no mercado em decorrência da seca e do calor do final de 2015 e início de 2016. Segundo o diretor executivo da Brapex (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya) Franco Fiorot, a redução das chuvas nos últimos meses na região foi um dos principais fatores para os problemas na safra. “O processo de irrigação ficou limitado”, explica. Consequentemente, isso acabou se refletindo no resultado final. “Estimamos uma queda de produtividade de 50% a 60%”, afirma.
Desde 2015 as temperaturas se mantiveram muito elevadas na região, assim como os índices pluviométricos permaneceram reduzidos. O meteorologista da Climatempo, Alexandre Nascimento, fez uma comparação com as médias históricas e identificou uma adversidade muito radical. “Em fevereiro e março, por exemplo, a média de chuvas era de 104,8mm e 106,9mm para Linhares, mas foi registrado apenas 25,8mm e 46mm, respectivamente”, diz Nascimento.
Há quase 20 anos que uma situação dessas não ocorria na produção de mamão. Para tentar reverter esse cenário, o diretor executivo da Brapex explica que algumas ações têm sido tomadas, mas “não há muitas opções de medidas para um caso como esse. O racionamento de água tem sido a ação mais comum”, diz.
O clima dos próximos meses pode definir o futuro do mercado de papaya no Brasil. As expectativas, porém, não são muito animadoras. “Não devemos ter frio significativo no Espírito Santo, o estado deve permanecer com temperaturas elevadas e chuvas abaixo da normalidade”, diz o meteorologista Alexandre Nascimento.
Fonte: Assessoria de Imprensa Climatempo
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