Publicado em: 10/05/2024 às 10:00hs
A produção de citros no Rio Grande do Sul está em diferentes estágios de desenvolvimento, conforme indica o mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, instituição vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). O relatório destaca a situação em várias regiões, como Frederico Westphalen, Bagé e Soledade, mostrando tanto as perspectivas positivas quanto os desafios enfrentados pelos produtores.
Em Frederico Westphalen, os citros de ciclo médio e tardio estão em fase de desenvolvimento dos frutos. A colheita das bergamotas de ciclo precoce das variedades Ponkan e Caí já começou, com preços entre R$ 30 e R$ 35 para a variedade Caí e entre R$ 55 e R$ 60 por caixa de 22 kg para a variedade Ponkan. As laranjas de variedades precoces, como Umbigo Bahia, Iapar 73 e Salustiana, também estão sendo colhidas, especialmente para o mercado de fruta fresca, com preços variando entre R$ 1,30 e R$ 1,50 por quilo. Para a indústria, que começa o processamento em 6 de maio, os preços estão entre R$ 900 e R$ 1.000 por tonelada, um aumento de 100% em relação à última safra, incentivando os produtores a expandir suas áreas de cultivo.
No entanto, há preocupações em relação ao manejo. Algumas áreas de laranjas de ciclo precoce têm enfrentado intenso ataque da mosca-das-frutas, resultando em perdas significativas em campos com manejo inadequado. Por outro lado, áreas com práticas corretas de manejo têm visto uma redução significativa no ataque da praga.
Em Bagé, na Fronteira Oeste, especificamente em Maçambará, a colheita de citros começou com boas expectativas de produtividade. Apesar de uma menor carga de frutas por planta, as frutas têm calibre maior do que a média histórica, indicando um bom rendimento por área. Entretanto, algumas restrições do mercado para frutas muito grandes podem afetar as vendas.
Em Soledade, a falta de radiação solar tem retardado o desenvolvimento dos citros. Por outro lado, a temperatura mais amena tem reduzido a pressão da mosca-das-frutas, uma das pragas mais prejudiciais à citricultura. A colheita de bergamota Ponkan já começou, mas muitos frutos ainda estão esverdeados, sendo comercializados principalmente em feiras locais.
Essas atualizações indicam uma dinâmica complexa na produção de citros no Rio Grande do Sul, onde fatores como manejo, clima e mercado desempenham papéis críticos. Os produtores e demais interessados devem ficar atentos às tendências e desafios para assegurar uma produção sustentável e lucrativa.
Fonte: Portal do Agronegócio
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