Publicado em: 19/12/2024 às 10:55hs
O Governo do Estado do Paraná prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência fitossanitária no combate ao greening, doença que compromete a produção de citros em diversas partes do mundo. O objetivo da prorrogação, formalizada pelo Decreto 8.365/2024, assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (17), é assegurar maior mobilidade e eficácia nas ações de controle da praga.
Desde o início das ações contra o greening, também conhecido como HLB (Huanglongbing), e seu principal vetor, o psilídeo Diaphorina citri, há cerca de dois anos, aproximadamente 280 mil plantas cítricas e ornamentais, como a murta, foram erradicadas nas regiões Noroeste e Norte do Estado. As práticas adotadas incluem a erradicação de plantas doentes, o plantio de mudas sadias provenientes de viveiros registrados e o controle do inseto vetor com o uso de produtos biológicos e químicos.
As iniciativas têm sido conduzidas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), com a colaboração de produtores de citros, setor industrial, empresas de pesquisa agropecuária, cooperativas e prefeituras das regiões produtoras.
Em uma nova fase da força-tarefa contra o greening, realizada no início de novembro, mais de 200 plantas infectadas foram erradicadas na região Noroeste do Estado. A operação contou com a participação de 30 servidores da Adapar e ocorreu nos municípios de Altônia, Cruzeiro do Oeste, Maria Helena, Iporã, São Jorge do Patrocínio, Perobal, Cafezal do Sul e Umuarama.
Além disso, este ano foram promovidos encontros de Câmaras Técnicas na região Noroeste, proporcionando um espaço para o diálogo entre especialistas e produtores sobre estratégias de manejo e controle da doença. O tema também foi abordado em feiras agropecuárias e eventos técnicos em várias regiões do Paraná, especialmente no Norte e Noroeste, e o monitoramento intensivo de pomares e ações preventivas têm sido componentes essenciais nas iniciativas para preservar a sanidade da citricultura paranaense.
De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab, a citricultura é o setor mais relevante dentro da fruticultura paranaense. O Valor Bruto de Produção (VBP) de 2023 revela que laranjas, tangerinas e limões foram cultivados em 29,3 mil hectares no Estado. A laranja lidera com 20,8 mil hectares, seguida pela tangerina (7,1 mil hectares) e limão (1,3 mil hectares).
Em termos de produção, os citros do Paraná somaram 860,9 mil toneladas em 2023, sendo 731,6 mil toneladas de laranjas, 94,4 mil de tangerinas e 34,7 mil de limões. A laranja, principal produto da citricultura, gerou um VBP de R$ 752 milhões, as tangerinas atingiram R$ 177,4 milhões e os limões contribuíram com R$ 55,9 milhões.
A prorrogação do estado de emergência reflete o empenho contínuo do governo em proteger a produção de citros, setor estratégico para a economia do Paraná.
Fonte: Portal do Agronegócio
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