Fruticultura e Horticultura

Paraná Avança na Produção de Uvas com Novas Estratégias da Câmara Técnica

Reunião discute medidas para fortalecer a fruticultura e garantir a sustentabilidade dos produtores


Publicado em: 12/06/2024 às 14:40hs

Paraná Avança na Produção de Uvas com Novas Estratégias da Câmara Técnica

Nesta terça-feira (11), a Câmara Técnica da Cadeia Produtiva da Uva do Estado do Paraná realizou sua primeira reunião do ano, via videoconferência, para discutir ações fundamentais para o desenvolvimento da fruticultura no estado. O encontro reuniu representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - Iapar - Emater (IDR-Paraná) e do setor produtivo. A Câmara, vinculada ao Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Cedraf), foi oficialmente criada no final de 2022.

O principal objetivo do grupo é abordar temas cruciais como o uso adequado de herbicidas hormonais, a proteção de culturas sensíveis, a sustentabilidade financeira dos produtores e as parcerias necessárias para promover a produção de uvas no Paraná. “A Câmara trabalha pelo desenvolvimento, integração do setor e pela qualidade dos produtos paranaenses”, afirmou Ronei Andretta, engenheiro agrônomo do Departamento de Desenvolvimento Rural Sustentável, secretário da Câmara e coordenador do programa de Revitalização da Viticultura Paranaense - Revitis.

Revitalização da Viticultura Paranaense

O Revitis, criado em 2019, é uma importante iniciativa de apoio à cadeia da uva no Paraná. Até dezembro de 2023, o programa destinou R$ 7,23 milhões a 382 produtores em 28 municípios, promovendo capacitações, eventos, pesquisas, assistência técnica e suporte para renovação e implantação de novos pomares. Atualmente, o estado conta com cerca de 2 mil produtores de uva.

Tecnologia e Uso de Agrotóxicos

Um dos principais temas discutidos foi a aplicação correta de agrotóxicos, essencial para evitar prejuízos em culturas sensíveis devido à má aplicação ou à deriva. A deriva ocorre quando as gotas de produtos químicos são desviadas pelo vento, causando impactos indesejáveis em outras culturas. Esse problema é particularmente sério em cadeias como a sericicultura, fruticultura, cultivos orgânicos e apicultura, que coexistem com culturas como cana-de-açúcar, soja e milho.

Durante a reunião, Renato Rezende Young Blood, chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), apresentou as ações de combate à má aplicação e à deriva de agrotóxicos. Em 2022, a Adapar realizou a Operação Agro+ em Astorga, Marialva e Nova Esperança, inspecionando pulverizadores em propriedades rurais e promovendo a manutenção correta dos equipamentos e boas práticas agrícolas. “Com essa ação mais incisiva, temos conseguido melhorar o cenário, mas precisamos investir nas ações educativas e de capacitação dos produtores”, destacou Young Blood. Marialva, conhecida como a Capital da Uva Fina do Paraná, lidera a produção estadual, com um rendimento de R$ 70,3 milhões em 2022, segundo dados do Deral.

Participações na Reunião

Além de Renato Rezende Young Blood, participaram da reunião José Luiz Marcon Filho, presidente da Câmara Técnica e consultor em Viticultura; Paulo Andrade, engenheiro agrônomo do Deral; Eduardo Augustinho, coordenador estadual de Fruticultura do IDR-Paraná; Rogério Almeida, extensionista do IDR-Paraná; e Alessandra Maria Detoni, pesquisadora do IDR-Paraná no polo de Pesquisa e Inovação de Santa Tereza do Oeste.

A reunião destacou a importância da colaboração entre os setores técnico, produtivo e de pesquisa para o desenvolvimento sustentável da viticultura no Paraná, reafirmando o compromisso do estado com a qualidade e o crescimento da produção de uvas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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