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Fruticultura e Horticultura

Mercado de noz-pecã: ENAPecan 2026 debaterá preços, exportações e investimentos

Encontro em Bento Gonçalves (RS), nos dias 12 e 13 de novembro, reunirá especialistas para analisar comercialização, produção regional e agregação de valor


Publicado em: 07/10/2026 às 10:45hs

Mercado de noz-pecã: ENAPecan 2026 debaterá preços, exportações e investimentos

Os preços, os volumes comercializados e as perspectivas para o mercado de noz-pecã estarão no centro do primeiro eixo técnico do III Encontro Nacional da Pecanicultura (ENAPecan) 2026. O debate ocorrerá em 12 de novembro, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves (RS), com especialistas que acompanham a produção e a comercialização nos mercados interno e externo.

A proposta é oferecer informações que ajudem produtores e demais participantes da cadeia a avaliar oportunidades e planejar investimentos. O encontro seguirá até 13 de novembro, com o tema “Produção eficiente, mercado e agregação de valor à noz-pecã”.

Preços e volumes ajudam a orientar decisões do produtor

O presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Claiton Wallauer, será o mediador do primeiro painel da manhã, dedicado à comercialização, ao mercado interno e às exportações.

Segundo ele, acompanhar preços e volumes negociados permite interpretar o momento da atividade e estabelecer referências para decisões de investimento. As cotações atuais, ressalta, não garantem os valores futuros, mas ajudam a orientar o planejamento.

O painel também abordará o comportamento das safras e os fluxos de produção. A participação de profissionais que acompanham esses movimentos deverá ampliar a compreensão sobre o cenário da cadeia e suas perspectivas.

Produção de noz-pecã no Sul terá painel específico

Ainda na manhã do primeiro dia, a programação apresentará os panoramas da produção de noz-pecã no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.

A moderação ficará a cargo do engenheiro-agrônomo Luiz Antônio Palladini, pesquisador da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

De acordo com Palladini, a nogueira-pecã desperta interesse entre agricultores catarinenses como alternativa para diversificar as propriedades. A procura por informações sobre a cultura acompanha, em sua avaliação, a expansão da comercialização em diferentes canais e as possibilidades de consumo in natura e de uso culinário.

Santa Catarina tem cultivo em mais de 60 municípios

Segundo o pesquisador da Epagri, a produção catarinense está presente em mais de 60 municípios e se concentra, majoritariamente, em pequenas propriedades.

Esse perfil reforça a importância de informações técnicas e comerciais para agricultores interessados em incorporar a pecanicultura às atividades já desenvolvidas. O painel regional permitirá conhecer as características da produção nos três estados do Sul.

Programação reúne negócios, conteúdo técnico e visita a campo

O III ENAPecan terá cinco eixos técnicos, além de rodada de negócios, atividades de integração e uma tarde de campo na propriedade da família Pecantelli.

A agenda conectará discussões sobre eficiência produtiva, acesso a mercados e agregação de valor à noz-pecã, com oportunidades de troca de experiências entre os participantes.

O evento é promovido pelo IBPecan, Embrapa, Emater e Prefeitura de Bento Gonçalves. A correalização reúne Pecantelli, IFRS Campus Bento Gonçalves e Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, por meio do Programa Estadual de Pecanicultura (Pró-Pecã). Sebrae e Senac apoiam o encontro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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