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Fruticultura e Horticultura

Mamão, melão e manga lideram destaque do Brasil no comércio mundial de frutas

Análise da Hortifruti Brasil mostra avanço da especialização exportadora de sete entre nove frutas de 2016 a 2024; qualidade, logística e regularidade são essenciais para sustentar mercados.


Publicado em: 20/10/2026 às 09:30hs

Mamão, melão e manga lideram destaque do Brasil no comércio mundial de frutas

Mamão, melão e manga ocupam as primeiras posições no ranking de Vantagem Comparativa Revelada (VCR) entre nove frutas analisadas pela revista Hortifruti Brasil, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O levantamento compara o desempenho brasileiro entre 2016 e 2024 e aponta que sete das nove frutas aumentaram o indicador e sua participação no valor das exportações mundiais.

Além das três líderes, limões e limas, melancia, uva e abacate ganharam espaço no comércio internacional. Os resultados são apresentados na edição de outubro da publicação, que avalia as condições necessárias para transformar oportunidades de venda em presença duradoura no exterior.

A análise também contempla banana e maçã, cujas cadeias estão mais direcionadas ao abastecimento do mercado brasileiro.

O que o ranking revela sobre as exportações de frutas

Calculado com dados da Faostat e do Comex Stat, o VCR compara a participação de cada fruta nas exportações brasileiras de frutas com sua participação nas exportações mundiais do segmento.

O indicador permite identificar a especialização exportadora relativa do país. Entretanto, não mede diretamente a competitividade da cadeia nem a rentabilidade obtida por produtores e exportadores.

Por isso, a avaliação da Hortifruti Brasil vai além do ranking: considera participação de mercado, destinos comerciais, concorrentes, tecnologia, logística e condições de acesso aos compradores internacionais.

Mamão, melão e manga mantêm liderança entre as frutas analisadas

A posição de mamão, melão e manga evidencia a relevância desses produtos na inserção brasileira no comércio mundial de frutas.

Segundo a análise, o desempenho de cada cadeia depende de características específicas, como calendário de produção, escolha de variedades e capacidade de atender às exigências dos mercados compradores.

A oferta em períodos de menor disponibilidade de países concorrentes abre oportunidades. Para aproveitá-las, porém, é necessário combinar planejamento da produção com transporte eficiente e entrega regular.

Limões e limas, melancia e uva também ampliaram sua presença internacional no período, reforçando a diversidade de produtos brasileiros com espaço no mercado externo.

Exportações de abacate passam de US$ 6,8 milhões para US$ 36,2 milhões

O abacate se destaca entre as frutas com inserção internacional em expansão. A receita brasileira com as exportações passou de US$ 6,8 milhões em 2016 para US$ 36,2 milhões em 2024, em valores correntes.

O avanço tem como um de seus impulsionadores o abacate hass, variedade que vem contribuindo para ampliar a participação brasileira nesse mercado.

A consolidação desse movimento, entretanto, depende de escala de produção, produtividade e obtenção de frutos dentro do padrão exigido para exportação. A conservação da qualidade ao longo da cadeia também é determinante para o resultado comercial.

Banana e maçã têm maior orientação ao mercado interno

Banana e maçã apresentam uma dinâmica diferente. Suas cadeias produtivas são fortemente voltadas ao consumo nacional, característica que ajuda a explicar a menor especialização exportadora identificada no levantamento.

A ampliação das vendas externas enfrenta a concorrência de fornecedores já estabelecidos, além de custos e desafios logísticos.

Nesse contexto, a posição no ranking deve ser interpretada considerando a orientação comercial de cada cadeia e a importância do mercado doméstico para o escoamento da produção.

Qualidade e logística definem permanência no mercado internacional

A análise da Hortifruti Brasil destaca que identificar uma janela comercial é apenas parte do processo de exportação. A fruta precisa chegar ao destino no momento adequado, preservando os atributos exigidos pelos compradores.

Para sustentar a presença brasileira no exterior, o setor precisa conciliar qualidade, regularidade de fornecimento e controle de custos. Redução de perdas, diversificação de destinos e condições de rentabilidade também são fundamentais.

O avanço registrado entre 2016 e 2024 revela oportunidades para a fruticultura brasileira. A continuidade desse crescimento depende da capacidade de cada cadeia de organizar a produção e a logística para atender aos mercados de forma consistente.

Fonte: Portal do Agronegócio

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