Publicado em: 05/03/2024 às 11:50hs
A indústria de laranja enfrenta desafios com a escalada dos preços da fruta, conforme indicado pela análise da Agro Mensal Consultoria Agro Itau BBA. A proximidade do fim da safra 2023/24 teve impactos significativos nos movimentos de alta dos preços, aumentando a disparidade entre o custo da fruta e o preço efetivo de exportação.
Em fevereiro, o preço médio do hidratado aumentou, possivelmente associado a uma maior demanda por biocombustíveis. No entanto, os estoques elevados continuam exercendo pressão sobre os preços. Em Paulínia, a cotação do hidratado manteve-se praticamente estável em comparação com o último mês, registrando um aumento modesto de 0,2%. A aceleração na colheita da safra 2023/24 no Brasil, embora mais rápida que a safra anterior, trouxe consigo desafios, incluindo o impacto no desenvolvimento e tamanho final das laranjas.
O mercado de suco de laranja em Nova York experimentou uma recuperação em fevereiro, refletida em uma média mensal 15,9% superior a janeiro. No entanto, as cotações da caixa da fruta no Brasil seguiram uma direção oposta, com uma queda de 2,5% em reais e 3,7% em dólares. Isso resultou em um aumento na diferença entre o suco em Nova York e o custo da matéria-prima no Brasil.
Os volumes de exportação enfrentam limitações devido aos baixos estoques, resultado da chegada da entressafra e safras anteriores relativamente pequenas. Embora a oferta global de suco deva permanecer apertada, a perspectiva pós-safra brasileira 2023/24 sugere preços continuamente valorizados.
O cenário para a safra 2024/25 no Brasil não antecipa grandes variações. Desafios estruturais, como o greening e condições climáticas adversas, podem impactar o próximo ciclo. Globalmente, a oferta de suco permanece apertada, com previsões do USDA indicando um aumento na produção dos EUA e México, compensando a redução prevista para o Brasil.
A oferta global restrita pode enfrentar uma ligeira redução no consumo, resultando em um aumento nos estoques finais. A relação estoque/consumo, no entanto, deve recuar para 10%, segundo o USDA. No Brasil, a estimativa da Fundecitrus para a safra 2023/24 aponta uma produção 2,2% abaixo do ano anterior, permanecendo estável até a última estimativa em abril.
Fonte: Portal do Agronegócio
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