Publicado em: 03/08/2015 às 08:30hs
Sistemas de produção e mercado compõem o assunto do primeiro bloco de palestras do evento, que tem por tema central “Musáceas no subtrópico: desafios e oportunidades frente à variabilidade climática”. Pela primeira vez na história do congresso, pesquisadores de fora da região da América Latina e Caribe foram convidados. Para tratar desse tema, por exemplo, a programação traz a participação de Mike Smith, do Departamento de Agricultura e Pesca de Queensland, na Austrália, que vai falar sobre avaliação de variedades de banana no subtrópico de seu país.
“Pelo fato de o tema central ser banana no subtrópico, achamos conveniente contar com pesquisadores de outras regiões que convivem com essa realidade, como é o caso da Austrália”, conta o secretário-executivo do evento e da Rede de Pesquisa e Desenvolvimento de Banana e Plátano para América Latina e Caribe (Musalac), Miguel Dita, que é pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura — Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Ao todo, serão oito palestras sobre esses temas, tendo por moderadores Luiz Alberto Lichtemberg, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri-SC), e Thierry Lescot, do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad, França). A conferência de abertura, a ser proferida por Lichtemberg juntamente com Márcio Sônego, também pesquisador da Epagri-SC, será “Sistemas de produção em musáceas no subtrópico: desafios e oportunidades frente à variabilidade climática”. Em seguida, Maria Julia Fagiani e Arnaldo Tapia, do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta, Argentina) vão falar sobre o tema “Bananas na Argentina: passado, presente e futuro”. Em relação à situação das pesquisas com bananas no Brasil, os pesquisadores da Embrapa Zilton Cordeiro e Domingo Haroldo Reinhardt vão fazer uma análise retrospectiva e do que estar por vir. Já a visão de mercado será destacada na palestra de Orivaldo Dan, da empresa TropSabor, que vai tecer um p
anorama geral do mercado de banana no Brasil.
“Impacto de eventos climáticos extremos sobre a produção de bananas na Costa Rica” é o tema da apresentação de Jorge Sandoval, da Corporação Bananeira Nacional (Corbana, Costa Rica). Os pesquisadores Charles Staver, da Bioversity International (França), e Marcelo Romano (Embrapa) vão discorrer sobre “Banana e plátano nos sistemas de produção não convencionais: aspectos a considerar em busca da sustentabilidade na América Latina e Caribe”.
Na sequência, o pesquisador Edson Amorim, líder do Programa de Melhoramento da Bananeira da Embrapa, e o professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e pesquisador aposentado Sebastião Oliveira, que durante anos liderou as pesquisas com banana na Embrapa, vão tratar do assunto “Opções de variedades e estratégias de melhoramento das musáceas em função dos sistemas de produção”.
O evento está sob a organização da Embrapa Mandioca Fruticultura (Cruz das Almas, BA), Musalac, Bioversity International, Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri-SC), Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina, Associação dos Bananicultores de Corupá (Asbanco), Prefeitura Municipal de Corupá e Instituto Agronômico (IAC).
Programação completa
A programação do congresso — voltado para produtores, técnicos, extensionistas, pesquisadores, estudantes e público geral envolvido no setor — abrange, ao todo, 27 palestras. Além de Sistemas de produção e mercado, também serão trabalhados os subtemas Estratégias de manejo de pragas e doenças e Ecofisiologia, solo e clima. O folder completo da programação está disponível em https://www.embrapa.br/documents/1355135/0/Folder+Musalac+15_maio/9cf2a678-ca2d-40f4-9045-efbe95ada9f6 e as informações sobre inscrição estão em http://banana-networks.org/musalac/2015/02/16/reunion-musalac-y-congreso/
Reunião da Musalac
Logo em seguida ao congresso, nos dias 21 e 22, será realizada a XI Reunião do Comitê Gestor da Musalac, no Hotel Tureck Garten. Essa é a primeira vez que o Brasil recebe a reunião da rede, criada em 1986. Ao contrário do congresso, a reunião não é aberta ao público em geral, apenas para membros da rede.
Fonte: Embrapa Mandioca e Fruticultura
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