Publicado em: 19/02/2024 às 17:00hs
A produção de abacate destinada à exportação está se consolidando como uma fonte lucrativa para agricultores na região Norte do Paraná. Onze produtores de Nova América da Colina, Assaí e São Sebastião da Amoreira, orientados pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), estão apostando no cultivo do abacate hass, garantindo que atendam aos padrões internacionais e conquistem consumidores no mercado global, conforme informações divulgadas pela Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná.
Com uma casca espessa e coloração verde escura, o abacate hass, pesando entre 200 e 350 gramas, conquista o mercado internacional. A colheita, prevista para iniciar no final deste mês, tem como destino exclusivo os consumidores europeus. Os preços do abacate hass são de 50% a 100% superiores aos do abacate tropical, e a expectativa é colher cerca de 80 toneladas nesta safra nos três municípios paranaenses envolvidos.
Iniciado como uma estratégia de diversificação da produção de frutas, o cultivo de abacate na região Norte agora ocupa 20 hectares em três municípios, inicialmente liderado por cinco produtores e hoje envolvendo mais participantes. A produção é vendida para uma empresa em Bauru, São Paulo, que exporta para a Europa. Os elevados retornos financeiros incentivam o planejamento, com a empresa pagando até R$ 9,00 por quilo em frutos de peso entre 365g e 306g. Em março, o preço diminui para R$ 7,00 o quilo, ainda superando o valor do abacate tradicional.
A proximidade com os grandes exportadores de abacate facilita a comercialização, e, no ano passado, cada produtor obteve uma renda média de aproximadamente R$ 36 mil. Além da aparência atraente das frutas, os produtores seguem padrões rigorosos de qualidade europeus, garantindo a ausência de resíduos de agrotóxicos na produção, com orientação dos extensionistas do IDR-Paraná que recomendam o uso de produtos biológicos ao longo do ciclo de produção.
Apesar de levar três anos para entrar em produção, os pomares na região Norte do Estado alcançam uma produtividade de até 15 toneladas por hectare a partir do quarto ano, contribuindo para o sucesso financeiro dos produtores.
Fonte: Portal do Agronegócio
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