Controle de pragas e bioestimulantes ganham destaque na produção de tomate de mesa
Encontro Nacional de Produtores de Tomate de Mesa reúne especialistas em Holambra para discutir manejo de insetos, desenvolvimento das plantas e produtividade da cultura
Publicado em: 14/09/2026 às 07:30hs
O controle das principais pragas do tomateiro e o uso de bioestimulantes para enfrentar condições ambientais adversas estarão entre os destaques do 11º Encontro Nacional de Produtores de Tomate de Mesa. O evento será realizado nos dias 15 e 16 de setembro, em Holambra, no interior de São Paulo.
A programação reunirá produtores rurais, consultores, pesquisadores e representantes de empresas para debater tecnologias e estratégias destinadas a melhorar a sanidade, o desenvolvimento e a produtividade das lavouras.
Entre as participantes está a Sipcam Nichino Brasil, patrocinadora do encontro, que apresentará informações técnicas sobre o inseticida Ohkami® e sua plataforma de bioestimulantes, com destaque para o Blackjak®.
Pragas elevam riscos para as lavouras de tomate
A tomaticultura exige acompanhamento frequente das lavouras devido à ocorrência de diferentes insetos e ácaros capazes de comprometer folhas, flores e frutos. Entre os principais alvos do manejo estão a traça-do-tomateiro, o ácaro-rajado, a broca-pequena-do-fruto, os tripes e a mosca-minadora.
Segundo Ian Rocha, engenheiro agrônomo da área de desenvolvimento de mercado da Sipcam Nichino Brasil, três dessas pragas vêm causando maior impacto nas lavouras durante a atual safra: broca-pequena-do-fruto, tripes e mosca-minadora.
A broca-pequena pode perfurar os frutos e provocar perdas comerciais, enquanto os tripes causam danos diretos aos tecidos vegetais e podem atuar como transmissores de viroses. A mosca-minadora, por sua vez, abre galerias nas folhas e reduz a área disponível para a realização da fotossíntese.
Manejo deve considerar resistência dos insetos
Um dos desafios enfrentados pelos produtores é a resistência das pragas aos inseticidas. O uso repetitivo de produtos com o mesmo mecanismo de ação pode selecionar populações menos sensíveis e reduzir gradualmente a eficiência do controle.
Por isso, o manejo integrado deve incluir monitoramento, aplicação no momento adequado, rotação de mecanismos de ação e combinação de diferentes estratégias de controle.
De acordo com a empresa, o inseticida Ohkami® atua por contato e apresenta efeito rápido após a aplicação. A solução possui mecanismo de ação diferente de outros produtos empregados no manejo dessas pragas, característica que pode auxiliar nos programas de rotação.
A companhia informa ainda que o produto apresenta ação sobre a fertilidade dos insetos adultos, atividade contra os estágios larvais, efeito ovicida e capacidade repelente.
Monitoramento é decisivo para o controle de pragas
A eficiência do manejo depende da identificação precoce das infestações. Inspeções periódicas ajudam o produtor a reconhecer os primeiros focos e a definir o momento mais adequado para adotar as medidas de controle.
As decisões devem considerar o nível de infestação, o estágio de desenvolvimento da lavoura, as condições climáticas e as orientações técnicas constantes na bula dos produtos.
O uso de defensivos agrícolas precisa seguir as recomendações de um engenheiro agrônomo, respeitando dose, intervalo entre aplicações, período de carência, equipamentos de proteção individual e regras para a destinação das embalagens.
Bioestimulação auxilia desenvolvimento do tomateiro
Além da proteção fitossanitária, o encontro abordará o uso de bioestimulantes para favorecer o estabelecimento e o desenvolvimento das plantas.
O Blackjak® é apresentado como uma solução de origem natural, composta por ácidos húmicos, ácidos fúlvicos e minerais. Segundo a empresa, o produto foi desenvolvido para utilização em baixas doses e rápida absorção pela cultura.
Os bioestimulantes não substituem a adubação nem corrigem isoladamente problemas de manejo. Entretanto, quando integrados ao planejamento nutricional e às boas práticas agrícolas, podem contribuir para o funcionamento fisiológico das plantas e para o melhor aproveitamento dos nutrientes.
Tecnologia pode reduzir efeitos do estresse hídrico
Conforme os resultados observados pela empresa em condições de campo, a aplicação do bioestimulante favorece o desenvolvimento vegetativo e a capacidade fotossintética do tomateiro.
A tecnologia também é indicada como ferramenta complementar para lavouras submetidas ao estresse hídrico e a outras condições ambientais capazes de prejudicar a absorção de nutrientes.
Ian Rocha afirma que foram observadas plantas mais bem estabelecidas, melhor desenvolvimento vegetativo e frutos mais sadios e robustos nas diferentes regiões produtoras acompanhadas pela companhia.
Manejo integrado aumenta eficiência da tomaticultura
A combinação entre controle de pragas, nutrição equilibrada, irrigação eficiente, monitoramento climático e uso responsável de bioestimulantes é considerada estratégica para elevar a produtividade do tomate de mesa.
Como se trata de uma cultura intensiva e de elevado custo de implantação, falhas no manejo podem comprometer rapidamente o retorno financeiro do produtor. Por isso, as decisões precisam ser baseadas em acompanhamento técnico e nas condições específicas de cada área.
O Encontro Nacional de Produtores de Tomate de Mesa deverá ampliar a troca de informações entre os diferentes elos da cadeia e apresentar tecnologias voltadas à produção de frutos com qualidade, regularidade e maior valor comercial.
Fonte: Portal do Agronegócio
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