Fruticultura e Horticultura

Colheita de pêssegos tardios se aproxima do fim na Serra Gaúcha

Safra encerra com boa qualidade dos frutos, estabilidade nos preços e desafios pontuais na produção de ameixas


Publicado em: 03/02/2026 às 18:00hs

Colheita de pêssegos tardios se aproxima do fim na Serra Gaúcha
Safra de pêssegos entra na reta final em Pinto Bandeira

A colheita das cultivares tardias de pêssego está próxima do fim nos pomares da Serra Gaúcha, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Em Pinto Bandeira, variedades como Eragil e Barbosa apresentam frutos com boa qualidade e sanidade fitossanitária, além de coloração e calibre adequados às exigências do mercado.

O preço médio dessas cultivares gira em torno de R$ 3,50 por quilo, com variações conforme o calibre. Com o encerramento da colheita das variedades precoces e a finalização das tardias, as ações fitossanitárias se tornaram mais pontuais, concentradas no monitoramento e manejo preventivo de doenças de final de ciclo.

Nos pomares onde a colheita já foi concluída, os produtores iniciaram o manejo pós-colheita, realizando podas verdes — prática essencial para restaurar o equilíbrio vegetativo e produtivo das plantas e reduzir o risco de doenças na próxima safra.

Preços do pêssego variam conforme calibre e cultivar

Na Ceasa/Serra, os preços para frutos de maior calibre seguem estáveis. As cotações registradas foram de R$ 3,70/kg para a cultivar Fascínio, R$ 4,00/kg para Eragil e R$ 4,50/kg para PS 10711.

Já os frutos de menor calibre têm desvalorização de 30% a 50%, conforme o tamanho. Alguns produtores relatam recebimento de aproximadamente R$ 2,00/kg, quando vendidos a granel diretamente na propriedade.

O cenário reflete uma safra equilibrada em termos de qualidade e oferta, com preços compatíveis com a média dos últimos anos e demanda firme no atacado regional.

Produção de ameixas sofre com clima e enfrenta mercado mais restrito

A colheita da ameixa na região de Caxias do Sul foi afetada por condições climáticas adversas, o que provocou atrasos e aumento no número de frutos rachados devido ao excesso de chuva. Essa situação compromete o armazenamento em câmaras frias e a qualidade final do produto, segundo a Emater/RS-Ascar.

Ainda restam áreas a serem colhidas da cultivar Letícia, de ciclo mais tardio. O mercado para a fruta, no entanto, está mais restritivo que o do pêssego, com dificuldades de escoamento da produção e pressão sobre os preços.

Na Ceasa/Serra, a variedade Fortune recuou de R$ 6,50 para R$ 5,33/kg, enquanto a Letícia caiu de R$ 6,75 para R$ 5,00/kg nos frutos de maior calibre. Para os menores, os valores variam entre R$ 3,00 e R$ 4,00/kg, conforme a qualidade e o tamanho.

Encerramento da safra reforça importância do manejo e da qualidade

Com o avanço da colheita e a redução do volume disponível, a atenção dos produtores se volta agora para o manejo pós-safra e planejamento da próxima temporada. As práticas adequadas de poda, nutrição e controle fitossanitário serão determinantes para manter a qualidade dos frutos e a sustentabilidade da produção em 2026.

Apesar dos desafios climáticos e das variações regionais de preço, a safra de pêssego e ameixa na Serra Gaúcha encerra com bons índices de qualidade e produtividade, consolidando a região como uma das principais áreas frutícolas do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias
/* */ --