Publicado em: 18/03/2026 às 15:30hs
A produção de tomate no Brasil deve manter um patamar elevado em 2026, mesmo diante de um cenário climático marcado por chuvas irregulares nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o país produziu cerca de 4,7 milhões de toneladas de tomate em 2025, volume que tende a se repetir neste ano.
Estudos realizados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, ligado à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, e pela Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas indicam que, para manter a estabilidade da oferta, produtores precisarão investir em materiais genéticos mais produtivos e em sistemas de irrigação.
Essas medidas são consideradas essenciais para garantir a oferta tanto para o consumo in natura quanto para o processamento industrial.
Diante da maior variabilidade climática, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal destaca a importância do manejo integrado de defensivos agrícolas para preservar o rendimento das lavouras.
Segundo o gerente de Assuntos Regulatórios da entidade, Fábio Kagi, uma das principais ameaças à cultura é a larva-alfinete, da espécie Diabrotica speciosa.
Essa praga ataca o sistema radicular do tomateiro, prejudicando a absorção de água e nutrientes e comprometendo o crescimento e a produtividade das plantas.
A larva-alfinete permanece no solo durante sua fase larval e se alimenta diretamente das raízes do tomateiro.
Segundo especialistas, o ataque provoca perfurações nas raízes, afetando o funcionamento fisiológico da planta e reduzindo o desempenho produtivo.
Como a infestação ocorre de forma subterrânea, o problema pode passar despercebido no início.
Os sintomas costumam aparecer apenas posteriormente, com sinais como:
Essa característica dificulta a identificação precoce da praga e permite que os danos avancem antes de serem percebidos.
Outro fator preocupante é que as lesões provocadas pela praga também facilitam a entrada de patógenos presentes no solo.
Esse processo amplia o comprometimento da lavoura e pode aumentar significativamente os prejuízos para os produtores.
Por isso, especialistas reforçam que o controle preventivo é fundamental para evitar a disseminação do problema.
Para reduzir a incidência da larva-alfinete, os especialistas recomendam uma estratégia baseada em:
Essas práticas ajudam a limitar o desenvolvimento da praga e contribuem para preservar o desempenho produtivo das lavouras.
De acordo com Kagi, o manejo preventivo é essencial para garantir a integridade do sistema radicular das plantas e manter a produção de tomate em um cenário de maior instabilidade climática.
Fonte: Portal do Agronegócio
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