Publicado em: 13/03/2026 às 11:20hs
A citricultura do Rio Grande do Sul apresenta diferentes fases de desenvolvimento nas principais regiões produtoras, enquanto culturas como soja, milho, arroz e feijão avançam em seus ciclos produtivos. Apesar do bom desenvolvimento de diversas lavouras, a estiagem registrada nos últimos meses provocou impactos relevantes, especialmente na redução do calibre de frutas e na produtividade de grãos.
As informações fazem parte do Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, que acompanha o desempenho das atividades agrícolas no Estado.
Os pomares de citros seguem em fase de desenvolvimento de frutos nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, como Bagé, Frederico Westphalen, Lajeado, Ijuí e Passo Fundo.
Apesar do avanço da safra, a estiagem reduziu o calibre de laranjas e bergamotas, impactando o padrão comercial das frutas.
Em algumas regiões, a colheita já começou. Em Bagé, por exemplo, teve início a colheita da bergamota Okitsu, uma variedade precoce e altamente produtiva. A abertura oficial da colheita ocorreu em Pareci Novo, na região de Lajeado.
Também há ações intensificadas de monitoramento e controle da mosca-das-frutas, principalmente nas cultivares mais precoces.
Na região administrativa da Emater de Soledade, a bergamota Okitsu inicia a fase de maturação e atende ao mercado de entressafra. Já em São Gabriel, na região de Bagé, as frutas colhidas apresentam boa qualidade, elevado grau Brix e cascas saudáveis.
Nas demais áreas produtoras, os pomares ainda estão em desenvolvimento e seguem recebendo tratos culturais como aplicação de fungicidas, inseticidas e fertilizantes.
Na região de Frederico Westphalen, os produtores realizam adubações e tratamentos fitossanitários preventivos contra pinta-preta, cancro-cítrico e ácaros.
Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis, a expectativa é de uma safra positiva para diversas variedades.
As projeções indicam:
A implantação e renovação de pomares já foi concluída, e as plantas apresentam desenvolvimento adequado e boas condições fitossanitárias.
Na região de Caxias do Sul, teve início a colheita das variedades precoces de caqui, como o Chocolatinho.
Os frutos apresentam calibre satisfatório, embora o tamanho esteja ligeiramente reduzido em função da falta de chuvas. A comercialização começou na última semana com preços em torno de R$ 3,59 por quilo.
A produção mais intensa deve ocorrer entre abril e maio, com destaque para as variedades Fuyu e Kyoto.
Na região de Soledade, os pomares de noz-pecã estão na fase de formação das amêndoas e apresentam boa carga produtiva.
Mesmo com volumes baixos, as chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento da cultura. A área irrigada ainda representa menos de 5% do total, o que indica potencial de investimento em irrigação por parte dos produtores.
Na região de Santa Maria, a safra de oliva apresenta perspectiva bastante positiva, tanto em produtividade quanto em qualidade.
Entre os municípios produtores destacam-se:
Na região de Soledade, a colheita já começou em algumas áreas. Um dos destaques é Encruzilhada do Sul, que possui aproximadamente mil hectares de olivais.
As variedades com melhor desempenho são Koroneike e Arbequina, beneficiadas pelas condições mais secas durante a fase de floração.
A cultura da soja está nas fases finais de desenvolvimento no Estado.
Atualmente:
As chuvas recentes melhoraram as condições hídricas em parte das lavouras implantadas mais tardiamente. No entanto, os efeitos do déficit hídrico ocorrido em janeiro e fevereiro já são considerados irreversíveis em diversas regiões.
A nova projeção da Emater/RS-Ascar aponta:
Para o milho, a nova projeção indica produção de 5,96 milhões de toneladas.
Os números da safra 2025/2026 mostram:
Em relação ao estágio das lavouras:
A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) segue com incidência elevada, exigindo monitoramento constante por parte dos produtores.
A colheita do milho destinado à silagem já alcança cerca de 70% das áreas no Estado.
Mesmo com chuvas irregulares, as condições climáticas favoreceram as lavouras nas fases mais sensíveis.
Segundo estimativa da Emater:
Cerca de 10% das áreas mais tardias ainda estão em desenvolvimento vegetativo.
Na primeira safra de feijão, a colheita já está praticamente concluída na maior parte do Estado.
Nos Campos de Cima da Serra, o avanço é o seguinte:
A área total estimada é de 23.029 hectares, com produtividade média de 1.781 kg/ha.
Já o feijão da segunda safra apresenta desenvolvimento considerado adequado:
A área projetada é de 7.774 hectares, com produtividade média estimada de 1.504 kg/ha.
A colheita do arroz irrigado começa a ganhar ritmo no Rio Grande do Sul, alcançando cerca de 10% das áreas cultivadas.
A maioria das lavouras encontra-se nas fases de maturação e enchimento de grãos.
Os números do setor indicam:
Um fator que preocupa produtores neste período é o abastecimento de óleo diesel, essencial para o funcionamento de colheitadeiras, tratores e caminhões durante a safra.
Há relatos de atrasos nas entregas programadas de combustível, o que pode comprometer o ritmo da colheita. Mesmo sem sinais de desabastecimento generalizado, o aumento do preço do diesel já eleva os custos de produção.
Combinado aos preços mais baixos de alguns grãos, esse cenário pode reduzir a rentabilidade e gerar prejuízos para parte dos agricultores gaúchos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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