Publicado em: 11/02/2026 às 19:00hs
A citricultura brasileira segue fortalecendo seu papel como uma das principais geradoras de emprego no agronegócio. Entre julho e dezembro de 2025 — período que marca o primeiro semestre da safra 2025/26 — o setor registrou 23.637 novas admissões, um crescimento de 32,3% em relação às 17.861 vagas abertas no mesmo período do ano anterior.
Os dados, divulgados pela CitrusBR com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostram uma clara retomada no ritmo de contratações após safras menores.
“Estamos observando uma recuperação importante na geração de empregos, o que reforça a relevância social da citricultura nas regiões produtoras”, afirmou Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR.
No acumulado do ano civil de 2025, o setor citrícola registrou 55.400 admissões, crescimento de 7% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 51.774 contratações. O resultado representa o melhor desempenho dos últimos sete anos, consolidando a citricultura como uma das atividades agrícolas com maior impacto no mercado de trabalho rural.
O estado de São Paulo, responsável por grande parte da produção nacional de laranja, manteve a liderança na geração de empregos. No segundo semestre de 2025, foram 17.402 novos postos de trabalho, alta de 34,2% frente às 12.968 vagas criadas na safra anterior (2024/25).
O desempenho reforça a importância do polo paulista na cadeia produtiva citrícola, especialmente nas regiões de Bebedouro, Araraquara, Limeira e Itápolis, que concentram o maior número de propriedades e indústrias processadoras.
O crescimento do emprego no setor também se estendeu a outros polos citrícolas do país. Em Minas Gerais, foram registradas 3.375 admissões, um aumento expressivo de 48,3% em relação às 2.276 vagas do mesmo período da safra anterior.
No Paraná, o número de contratações subiu 42,2%, totalizando 990 novos empregos, enquanto no Mato Grosso do Sul, o avanço foi de 307,6%, com 485 admissões no primeiro semestre da safra.
Segundo Ibiapaba Netto, a expansão da laranja para novas regiões produtoras tem gerado efeitos positivos sobre o emprego e a renda, especialmente em áreas com menor diversificação agrícola.
“A interiorização da citricultura tem um impacto direto na geração de oportunidades, promovendo desenvolvimento econômico e social onde há carência de alternativas produtivas”, ressaltou o executivo.
O crescimento na geração de empregos confirma a força da cadeia citrícola nacional, que não apenas sustenta a liderança global do Brasil na produção e exportação de suco de laranja, mas também gera renda e movimenta economias locais.
Com novas áreas sendo incorporadas e um cenário de recuperação das safras, o setor deve manter o ritmo de contratações ao longo de 2026, apoiado por investimentos em tecnologia, mecanização e sustentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
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