Publicado em: 09/02/2026 às 10:10hs
As condições climáticas irregulares e o excesso de oferta impactaram diretamente os preços pagos aos produtores rurais de São Paulo no início de 2026.
O levantamento foi divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com base no relatório mensal do Departamento Econômico da entidade referente a janeiro de 2026.
De acordo com o estudo, as oscilações foram expressivas entre os diferentes segmentos da agropecuária paulista, com chuvas intensas e desequilíbrio entre oferta e demanda determinando o comportamento do mercado.
Na categoria das folhosas, o excesso de chuvas provocou alta umidade no solo e queda na qualidade dos produtos, o que reduziu a oferta e impulsionou os preços no primeiro mês do ano.
A alface crespa apresentou alta de 29%, enquanto a variedade americana teve elevação de 27,4%.
O tomate também foi afetado pelas condições climáticas nas principais regiões produtoras, resultando em valorização de 27% em janeiro.
Apesar da recuperação mensal, o produto ainda acumula queda de 18% em relação a janeiro de 2025, segundo o relatório.
No segmento de fruticultura, o cenário foi oposto. A banana nanica sofreu forte retração de 42% nos preços, reflexo da alta oferta e da demanda enfraquecida durante o período de férias.
O limão também enfrentou queda de 18% em relação a dezembro, pressionado pelo aumento da oferta.
Mesmo assim, o preço do fruto ainda se mantém 1% acima do registrado no mesmo mês de 2025.
O ovo de galinha apresentou queda de 11,4% nos preços pagos ao produtor em janeiro, atingindo o menor patamar para o mês nos últimos seis anos, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
A retração reflete o baixo consumo e o ajuste natural do mercado após um período de maior produção no final de 2025.
De acordo com a Faesp, o comportamento dos preços em janeiro reforça a sensibilidade do setor agropecuário paulista às variações climáticas e de oferta, exigindo atenção redobrada dos produtores na gestão de custos e planejamento de safras.
O relatório será utilizado como base para análises de tendências e estratégias de mercado ao longo do primeiro semestre de 2026, servindo de referência para cooperativas, indústrias e formuladores de políticas públicas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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