Publicado em: 10/02/2026 às 14:30hs
Oscilações de temperatura, excesso de chuvas e pendoamento precoce estão entre os principais desafios enfrentados pelos produtores de alface no Brasil.
Durante o verão, quando o estresse térmico é mais intenso, manter uniformidade, peso e qualidade comercial das plantas torna-se um desafio, impactando diretamente a produtividade e a regularidade da oferta no mercado.
Diante das adversidades climáticas, a escolha de cultivares com maior vigor vegetativo, sistema radicular robusto e tolerância a doenças e variações climáticas é determinante para reduzir perdas e garantir colheitas seguras ao longo do ano.
Materiais adaptados a altas temperaturas e umidade elevada ajudam o produtor a manter produtividade e qualidade mesmo nas épocas mais críticas.
Entre as opções de cultivares resistentes, destacam-se Margarete e Gloriosa, desenvolvidas para proporcionar estabilidade produtiva em diferentes épocas e sistemas de cultivo.
Segundo Silvio Nakagawa, especialista em brássicas e folhosas, a adaptação ao estresse climático é cada vez mais decisiva:
“Gloriosa e Margarete foram desenvolvidas para tolerar condições climáticas adversas e entregar produção justamente nos períodos em que a maioria das cultivares tradicionais encontra mais dificuldade, como no verão e em regiões de alta temperatura ou com muitas chuvas. São momentos em que a oferta é menor e o produtor que consegue produzir tem maior valorização do produto.”
A Margarete, do tipo crespa verde, apresenta plantas grandes e pesadas, com elevado número de folhas e excelente base. Seus principais atributos são:
O ciclo médio é de 35 a 40 dias após o transplante (DAT), sendo indicada para semeio ao longo de todo o ano.
A Gloriosa, variedade americana, forma cabeças grandes e uniformes, com folhas grossas e bem estruturadas. Suas folhas externas funcionam como proteção da cabeça, mantendo a qualidade mesmo sob condições adversas.
A cultivar é adaptada tanto ao cultivo em campo aberto quanto à hidroponia, com tolerância ao pendoamento precoce e ciclo médio de 50 a 55 DAT, apresentando melhor desempenho na primavera e verão.
Ao reunir vigor, adaptação climática e padronização, cultivares como Margarete e Gloriosa permitem:
Essas características tornam as cultivares uma ferramenta estratégica para enfrentar os desafios impostos pelo clima e garantir produção estável e lucrativa ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias