Britânia é habilitada a exportar melancia, melão e abóbora; Goiás chega a 20 municípios no sistema
Reconhecimento do Mapa inclui município do Vale do Araguaia no Sistema de Mitigação de Risco e abre oportunidades em mercados com exigências fitossanitárias, como países do Mercosul.
Publicado em: 21/10/2026 às 09:30hs
Britânia, no Vale do Araguaia, passou a integrar o grupo de municípios goianos habilitados a exportar frutos frescos de cucurbitáceas, como melancia, melão e abóbora, pelo Sistema de Mitigação de Risco (SMR). Com a inclusão, Goiás alcança 20 cidades reconhecidas no sistema, voltado ao atendimento de exigências fitossanitárias de mercados compradores.
O reconhecimento pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foi oficializado pela Portaria SDA/Mapa nº 1.695, publicada no Diário Oficial da União no início de outubro. O processo contou com apoio técnico da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), em parceria com produtores rurais e responsáveis técnicos.
A habilitação abre oportunidades de comercialização para destinos com restrições quarentenárias relacionadas à praga Anastrepha grandis, entre eles Argentina, Paraguai e Uruguai.
Sistema atende às exigências de controle da mosca-das-frutas
A inclusão de Britânia no SMR está relacionada ao controle da mosca-das-frutas das cucurbitáceas, nome pelo qual é conhecida a Anastrepha grandis.
Para obter o reconhecimento, produtores, responsáveis técnicos e fiscais da Agrodefesa cumpriram os procedimentos estabelecidos pelo Mapa. O trabalho envolveu acompanhamento das áreas de produção, coletas regulares e elaboração do projeto técnico encaminhado ao ministério.
A participação no sistema permite atender aos requisitos fitossanitários associados à praga nos mercados de destino, mantendo a necessidade de cumprimento dos procedimentos aplicáveis à produção e à exportação.
Monitoramento das áreas ocorreu durante seis meses
Segundo o coordenador do Programa de Sistema de Mitigação de Risco para Cucurbitáceas da Agrodefesa, Mário Sérgio de Oliveira, o processo exigiu seis meses ininterruptos de monitoramento.
Durante esse período, foram realizadas coletas regulares nas áreas produtivas para demonstrar a ausência da praga, conforme os protocolos exigidos. O coordenador atribuiu o resultado à continuidade dos trabalhos e à atuação conjunta de produtores, responsáveis técnicos e fiscais estaduais.
O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, destacou que a agência acompanhou os produtores desde as etapas iniciais, orientando o monitoramento e preparando a documentação técnica necessária à avaliação federal.
Habilitação amplia oportunidades para a fruticultura de Goiás
Para o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o reconhecimento fortalece as condições para que produtores goianos alcancem mercados mais exigentes, com respaldo técnico e rigor fitossanitário.
A entrada de Britânia amplia a abrangência do SMR em Goiás e cria novas possibilidades comerciais para a produção de cucurbitáceas no Vale do Araguaia.
O avanço também reforça a importância da integração entre defesa agropecuária, assistência técnica e setor produtivo para viabilizar o acesso a compradores internacionais.
Fonte: Portal do Agronegócio
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