Publicado em: 15/04/2026 às 10:40hs
A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar um novo recorde em 2026. Segundo estimativa divulgada em março pelo IBGE, a safra nacional está projetada em 348,4 milhões de toneladas, representando crescimento de 0,7% em relação a 2025, com acréscimo de 2,3 milhões de toneladas.
Na comparação com fevereiro, houve avanço de 1,2%, equivalente a 4,3 milhões de toneladas a mais na estimativa.
A área a ser colhida em 2026 foi estimada em 83,2 milhões de hectares, aumento de 2,0% em relação ao ano anterior, com expansão de 1,6 milhão de hectares.
Em relação ao levantamento de fevereiro, a área cresceu 0,3%, o que representa incremento de 265,8 mil hectares.
Esse avanço contribui para consolidar a expectativa de recorde histórico na produção nacional, conforme a série do IBGE.
Os três principais produtos do grupo — soja, milho e arroz — seguem dominando a produção brasileira. Juntos, eles representam 92,9% do total estimado e ocupam 87,6% da área a ser colhida.
Na comparação anual:
Por outro lado, há redução de área em culturas como:
Em termos de produção, a soja se destaca com crescimento de 4,6% frente a 2025, alcançando novo recorde.
Outras culturas, no entanto, apresentam queda:
A Região Centro-Oeste permanece como principal polo produtor do país, com 50,1% da produção nacional, o equivalente a 167,5 milhões de toneladas.
A distribuição regional é a seguinte:
Na comparação anual, as regiões Sul (+7,1%) e Nordeste (+5,6%) apresentaram crescimento, enquanto Centro-Oeste (-2,3%), Sudeste (-1,9%) e Norte (-3,2%) registraram queda.
Entre as unidades da federação, o Mato Grosso segue como maior produtor nacional de grãos, com 31,0% de participação.
Na sequência aparecem:
Esses estados, juntos, concentram 79,8% da produção nacional.
Algodão tem queda com redução de área
A produção de algodão herbáceo foi estimada em 8,7 milhões de toneladas, com recuo de 1,5% frente a fevereiro. A queda é atribuída à redução de 1,2% na área plantada. O Mato Grosso responde por cerca de 70,7% da produção nacional.
Arroz recua com baixa rentabilidade
A produção de arroz foi estimada em 11,3 milhões de toneladas, queda de 2,7% em relação ao mês anterior. A redução reflete preços menos atrativos ao produtor. No Rio Grande do Sul, principal produtor, a estimativa é de 7,9 milhões de toneladas.
Café deve atingir recorde histórico
A produção total de café (arábica e canephora) foi estimada em 3,9 milhões de toneladas, equivalente a 65,1 milhões de sacas, crescimento de 13,1% frente a 2025 e recorde na série histórica.
A produção de trigo foi estimada em 7,4 milhões de toneladas, com queda de 5,7% em relação ao ano anterior. O recuo está ligado à baixa rentabilidade e problemas climáticos no Sul.
A aveia deve alcançar 1,3 milhão de toneladas, enquanto a cevada foi estimada em 646,1 mil toneladas, com crescimento frente ao ano anterior.
Feijão mantém abastecimento interno
A produção de feijão, considerando as três safras, foi estimada em 3,0 milhões de toneladas, volume suficiente para atender ao consumo interno, sem necessidade de importações.
Milho cresce frente ao mês, mas recua no ano
A produção de milho foi estimada em 138,3 milhões de toneladas, alta de 3,0% frente a fevereiro, mas queda de 2,4% na comparação anual.
Soja lidera com novo recorde
A soja deve atingir 173,7 milhões de toneladas em 2026, com crescimento de 4,6% em relação a 2025. A área plantada deve chegar a 48,3 milhões de hectares, com ganho de produtividade.
Sorgo avança com aumento de área e produtividade
A produção de sorgo foi estimada em 5,4 milhões de toneladas, alta de 10,2% frente a fevereiro, impulsionada pela expansão da área plantada e do rendimento médio.
Uva apresenta ajuste após queda de preços
A produção de uva foi estimada em 2,2 milhões de toneladas, com leve queda de 1,3% em relação a 2025, mas alta de 5,0% frente à estimativa anterior. O mercado mostra sinais de recuperação de margens após ajustes de área.
A safra brasileira de grãos em 2026 deve ser marcada por recorde de produção, crescimento moderado da área plantada e ajustes relevantes entre culturas.
O desempenho das principais commodities agrícolas seguirá influenciado por fatores como preços internacionais, custos de produção, clima e decisões estratégicas dos produtores ao longo do ciclo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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