Preço do feijão segue em alta, com feijão-preto liderando valorização no Paraná
Estoques finais restritos, menor produção na safra 2025/26 e avanço da comercialização da terceira safra sustentam as cotações em setembro
Publicado em: 22/09/2026 às 10:35hs
Os preços do feijão permanecem firmes no mercado brasileiro, com destaque para o feijão-preto, que registra as maiores valorizações nas praças do Paraná acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
A sustentação das cotações reflete a combinação entre oferta limitada, menor produção na safra 2025/26 e estoques finais reduzidos. O avanço da comercialização da terceira safra também contribui para o movimento de alta observado em setembro.
Feijão-preto registra maiores valorizações
O feijão-preto apresenta os aumentos mais expressivos entre as variedades monitoradas pelo Cepea nos últimos dias. A menor disponibilidade do produto nas regiões acompanhadas mantém os vendedores firmes nas negociações e favorece a elevação dos preços.
No caso do feijão-carioca, os produtores também resistem a reduzir os valores pedidos. Os compradores, por outro lado, demonstram maior cautela diante das altas recentes, o que limita parte das negociações.
Esse comportamento mantém o mercado sustentado, embora com diferenças no ritmo de comercialização entre as variedades e as regiões produtoras.
Estoque de feijão deve terminar safra em 98,1 mil toneladas
O quadro de oferta e demanda da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica estoques finais de apenas 98,1 mil toneladas para a safra 2025/26.
De acordo com o Cepea, o volume restrito, associado à redução da produção no ciclo, tem dado suporte aos preços ao longo do ano. Com menor disponibilidade para atender ao consumo, o mercado permanece mais sensível às movimentações de oferta e demanda.
Terceira safra influencia mercado em setembro
A comercialização da terceira safra ganhou espaço em setembro e passou a exercer maior influência sobre a formação dos preços.
Enquanto vendedores mantêm as ofertas em patamares elevados, compradores avaliam com cautela a necessidade de novas aquisições. O cenário indica continuidade da firmeza no curto prazo, especialmente para o feijão-preto, diante da disponibilidade limitada e dos estoques reduzidos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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