Feijão e Pulses

Preço do Feijão Dispara no Final de Janeiro com Colheita Lenta e Oferta Reduzida

Mercado reage à menor produção e aos impactos climáticos nas principais regiões produtoras do país


Publicado em: 02/02/2026 às 11:26hs

Preço do Feijão Dispara no Final de Janeiro com Colheita Lenta e Oferta Reduzida
Alta Expressiva nas Cotações do Feijão no Encerramento de Janeiro

O preço do feijão registrou forte valorização na última semana de janeiro em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). O destaque ficou para o feijão carioca de melhor qualidade e o feijão preto, que apresentaram as maiores altas mensais em vários meses.

Segundo pesquisadores do Cepea, o avanço dos preços foi impulsionado principalmente pela restrição na oferta do grão, pela lentidão na colheita da primeira safra e pela redução na produção nacional em comparação a 2025, especialmente na região Sul do país.

Feijão Carioca e Preto Têm Maiores Valorizações em Meses

O levantamento do Cepea mostra que, no fechamento de janeiro, o feijão carioca teve a maior variação positiva dos últimos quatro meses, refletindo a escassez do produto de qualidade superior no mercado. Já o feijão preto registrou a maior oscilação mensal desde o início da série Cepea/CNA, em setembro de 2024.

Esses resultados contrastam fortemente com o cenário de janeiro do ano passado, quando os preços do feijão estavam em queda, pressionados por uma oferta mais abundante e condições climáticas mais favoráveis.

Condições Climáticas e Ritmo da Colheita Afetam Oferta Nacional

Nas lavouras, o avanço da colheita da primeira safra nacional de feijão segue em ritmo mais lento do que o habitual. O clima irregular, com excesso de chuvas em algumas áreas e estiagem em outras, tem dificultado o trabalho dos produtores e afetado o rendimento das lavouras.

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o dia 24 de janeiro, a colheita havia atingido 28,3% da área total plantada. O índice é inferior ao observado no mesmo período do ano passado (39%) e também abaixo da média dos últimos cinco anos (38,1%).

Menor Produção Deve Sustentar Cotações no Curto Prazo

Com a oferta limitada e o avanço lento da colheita, a expectativa dos analistas é de que os preços do feijão permaneçam firmes no início de fevereiro. Além disso, a menor produção estimada para a safra atual deve manter o mercado aquecido, especialmente nas regiões que dependem de compras interestaduais para abastecimento.

O comportamento do clima nas próximas semanas será determinante para definir o ritmo da colheita e o equilíbrio entre oferta e demanda. Caso as condições não melhorem, o consumidor pode sentir reflexos no preço final do produto nas prateleiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

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