Publicado em: 27/01/2026 às 11:50hs
O Paraná, maior produtor de feijão do Brasil, já colheu 72% da safra das águas, conforme o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A colheita ocorre em meio a um cenário de recuperação nos preços, especialmente do feijão carioca, e à consolidação do estado como o principal polo produtor do grão no país.
Os preços recebidos pelos produtores paranaenses registraram valorização significativa no início de 2026. O feijão carioca foi negociado, em média, a R$ 221,39 por saca de 60 kg, com cotações pontuais de até R$ 230,00 em algumas regiões.
O valor representa alta de 14% em relação a dezembro de 2025 e supera os patamares de janeiro do ano passado, consolidando um preço considerado remunerador e estável ao longo de 2025.
O feijão-preto também apresentou alta frente a dezembro, com cotação média de R$ 144,76 e picos de R$ 150,00 por saca.
Apesar disso, o produto ainda acumula queda de cerca de 16% na comparação com janeiro de 2025, o que influencia as intenções de plantio dos produtores para as próximas safras.
A safra das águas — período marcado por altas temperaturas, boa luminosidade e regime intenso de chuvas — avança em ritmo mais lento neste ciclo.
Segundo o Deral, o frio até novembro prejudicou o desenvolvimento das plantas, resultando em produtividade ligeiramente abaixo das estimativas iniciais.
Os números atualizados sobre área e produção serão divulgados em 29 de janeiro, podendo trazer ajustes nas projeções de rendimento.
Dados do IBGE indicam que o Paraná deve colher 191,1 mil toneladas de feijão na 1ª safra, o equivalente a 19,4% da produção nacional, e 553,5 mil toneladas na 2ª safra, alta de 3% em relação ao prognóstico de novembro.
Com isso, o estado deve manter 42,8% da produção brasileira, seguido por Mato Grosso, com 172,9 mil toneladas.
Em 2025, o Paraná consolidou sua liderança com 865 mil toneladas colhidas, novo recorde histórico — sendo 338 mil toneladas na 1ª safra e 526,6 mil toneladas na 2ª.
O Boletim Conjuntural também destacou o desempenho da fruticultura nacional em 2025, quando o Brasil exportou 1,310 milhão de toneladas de frutas, gerando US$ 1,563 bilhão em receitas.
Mangas, melões, limões, uvas e melancias lideraram os embarques, respondendo por mais de 75% do volume exportado.
Os Países Baixos se mantiveram como principal destino, com 42,7% das exportações, atuando como hub de redistribuição para o mercado europeu.
Na comparação com 2016, as vendas externas cresceram 60% em volume e 80% em valor, mostrando a expansão e consolidação do setor.
As importações de frutas totalizaram 723,8 mil toneladas, com gasto de US$ 1,176 bilhão — volume estável em relação a 2024, mas significativamente maior que o registrado há uma década.
Os principais produtos importados foram maçãs, peras, nozes, castanhas, kiwis e uvas, vindos principalmente de Argentina, Chile e países europeus.
O Deral também analisou os custos de produção da suinocultura paranaense, que atingiram R$ 5,99 por quilo vivo em 2025, alta de 4,3% frente a 2024.
A ração segue como o principal componente, representando mais de 70% dos custos totais.
Apesar da elevação anual, o segundo semestre apresentou queda de 5,8% nos custos, contribuindo para um cenário de maior equilíbrio econômico.
O Paraná se manteve com o segundo menor custo de produção do país, impulsionado pela forte produção de milho, principal insumo da alimentação animal.
Fonte: Portal do Agronegócio
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