Publicado em: 20/05/2024 às 13:40hs
A semana teve início com um movimento considerável de compradores no mercado brasileiro de feijão, porém, o escoamento ficou aquém das expectativas, conforme aponta o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira. Nas regiões produtoras, predominou a calmaria, com uma oferta excedente que superou a demanda. Cerca de 40 mil sacas foram disponibilizadas ao longo da semana, mas apenas 10 mil foram comercializadas.
"A necessidade urgente de escoamento e o aumento do consumo são preocupações primordiais dos vendedores", destaca o analista. No entanto, ele ressalta que, neste momento, a oferta não é o principal problema da cultura do feijão. Pelo contrário, o desafio está em movimentar o produto no mercado e impulsionar a demanda. "Os produtores enfrentam margens negativas, enquanto os compradores adquirem feijão apenas conforme suas necessidades imediatas", explica Oliveira.
Os negócios são realizados com cautela, pois os compradores aguardam por possíveis reduções nos preços. A expectativa de queda é impulsionada pela previsão de uma segunda safra robusta, com um aumento significativo na produção total. A maior parte da oferta de feijão vem do Paraná, com contribuições menores de Minas Gerais e Santa Catarina. Os lotes de feijão carioca extra EL (escurecimento lento) são originários do sul de Minas.
O mercado de feijão preto, segundo o analista, enfrentou uma semana de relativa calmaria e cotações estáveis. Com cerca de 2,5 mil sacas ofertadas na bolsa ao longo da semana, apenas mil encontraram compradores. "Assim como no caso do arroz, o maior desafio enfrentado neste momento é logístico, especialmente no Rio Grande do Sul, onde há dificuldades para a entrega nas redes de distribuição", comenta.
A robustez da segunda safra, aliada a uma oferta abundante, tem tornado os preços do feijão preto cada vez mais atrativos nas prateleiras, resultando em uma melhora gradual no consumo. Com a melhoria do clima, a colheita foi retomada em algumas áreas do Rio Grande do Sul, permitindo o avanço dos trabalhos, apesar dos impactos das enchentes na produtividade média das lavouras.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias