Publicado em: 11/01/2024 às 18:20hs
A conclusão da semeadura de soja em dezembro nos municípios do núcleo regional de Guarapuava, localizado no centro-sul paranaense e sob a supervisão do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná, revelou uma mudança nas preferências dos agricultores. Em uma entrevista exclusiva à Agência SAFRAS, o técnico agrônomo Dirlei Manfio destacou que, embora a extensão total semeada tenha atingido 309,7 mil hectares, alguns produtores optaram por semear feijão em vez de soja, motivados pelos preços mais atrativos oferecidos.
Atualmente, aproximadamente 85% da soja na região é classificada como boa, enquanto 15% são consideradas regulares. Cerca de 2% das áreas desfavoráveis passaram por um replantio. As condições climáticas, favorecidas por chuvas típicas do verão, contribuem para o desenvolvimento das lavouras.
As fases das plantações se distribuem entre desenvolvimento vegetativo (14%), floração (55%), frutificação (30%) e maturação (1%). Os grãos semeados precocemente têm previsão de colheita até o final de fevereiro, com a produtividade estimada em 3,9 mil quilos por hectare, e expectativas otimistas apontando para 4,4 mil quilos por hectare.
Apesar do controle eficiente de pragas e doenças, com a aplicação de tecnologias avançadas de defensivos, a preocupação dos agricultores concentra-se nos preços, que já apresentam retrações antes mesmo do início da colheita. Dirlei Manfio ressalta que, diante dessa situação, os produtores optam por estocar a oleaginosa, aguardando por condições mais favoráveis no mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
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