Publicado em: 23/03/2026 às 11:55hs
O mercado brasileiro de feijão segue enfrentando um cenário de demanda fraca, conforme apontam levantamentos do Cepea. Indústrias consultadas indicam que estão com estoques abastecidos, o que reduz o ritmo de reposição e impacta diretamente a formação de preços.
Com menor interesse comprador, as negociações perderam força ao longo da última semana, refletindo em quedas nas cotações na maioria das regiões monitoradas.
Apesar da pressão recente, os dados indicam que as médias de preços parciais de março — até o dia 19 — ainda permanecem acima das registradas em fevereiro.
Esse comportamento mostra que, mesmo com a retração atual, o mercado ainda sustenta níveis relativamente firmes no comparativo mensal.
No caso do feijão carioca de maior qualidade (notas 9 ou superiores), a queda nos preços está diretamente ligada ao avanço da colheita na região Sul do país, que eleva a oferta disponível no mercado.
Além disso, em outras praças, a necessidade de geração de caixa por parte dos produtores tem contribuído para o aumento da oferta, intensificando o movimento de desvalorização.
Para o feijão carioca de notas intermediárias (8 e 8,5), o escurecimento dos grãos tem sido um fator decisivo nas negociações.
Diante do risco de perda de qualidade e consequente desvalorização, produtores têm priorizado a liquidez, optando por vender mais rapidamente para evitar preços ainda menores no curto prazo.
No segmento de feijão preto, o cenário é semelhante. Pesquisadores do Cepea apontam que o desequilíbrio entre oferta e demanda resultou em recuos nas cotações em diversas regiões acompanhadas.
A combinação de oferta elevada e consumo moderado segue pressionando os preços.
No campo, dados da Conab indicam que a colheita da primeira safra de feijão já alcança 65% da área cultivada no país.
O ritmo está:
O avanço da colheita tende a manter a oferta elevada no curto prazo, o que pode continuar influenciando negativamente os preços.
O cenário atual aponta para continuidade da pressão sobre as cotações, diante de três fatores principais:
A tendência, portanto, é de um mercado ainda cauteloso, com foco na liquidez e sensível à evolução da safra e do consumo nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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