Publicado em: 20/02/2026 às 16:30hs
Na semana pós-Carnaval, o mercado de feijão carioca registrou movimentos de negociação moderados, com liquidez baixa nos pregões da madrugada, impactado pela semana encurtada pelo feriado e pela prioridade de vendas diretas por amostra e embarque.
Segundo Evandro Oliveira, analista e consultor da Safras & Mercado, essa movimentação não indica fraqueza de mercado, mas sim uma gestão estratégica da oferta pelos vendedores, que buscam preservar margens diante de preços historicamente elevados.
Os preços FOB de origem se mantiveram firmes:
Mesmo com pregões silenciosos, as negociações diretas impulsionaram a manutenção de preços elevados. Oliveira ressalta que a indústria manteve postura conservadora, comprando apenas o necessário para cumprir entregas programadas, mantendo estoques baixos e abrindo espaço para recomposição de posições a partir da próxima semana.
O analista aponta ainda que o ambiente atual reflete escassez real de oferta e atraso na colheita, com apenas 53,1% da área colhida, abaixo da média histórica, sustentando o viés altista no curto prazo.
No mercado de feijão preto, o cenário é diferente: embora haja valorização, o ritmo é mais cauteloso e seletivo. Segundo Oliveira, a retomada pós-feriado mostra preços consolidados que mantêm margens atrativas para o produtor, mas a liquidez permanece baixa.
Preços FOB por região:
A valorização do feijão preto é sustentada por manejo cuidadoso da oferta e foco no padrão Tipo 1. A postura de compras é granular e seletiva, com compradores avaliando a qualidade do grão antes de aceitar preços mais elevados, mantendo o mercado resiliente e alinhado aos fundamentos de estoque e produção, sem sinais de correção descendente no curto prazo.
O cenário pós-Carnaval sugere que os preços estruturais do feijão devem se manter, impulsionados por atraso de colheita e gestão estratégica da oferta. Enquanto o feijão carioca apresenta movimentos mais acelerados e de maior valorização, o feijão preto segue um padrão técnico e estável, com atenção à qualidade do produto e margens do produtor.
Fonte: Portal do Agronegócio
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