Publicado em: 11/12/2023 às 12:10hs
Os produtores, atentos às condições climáticas, concentram seus esforços nas lavouras, testando os compradores ao ajustar suas ofertas. O preço médio da saca de feijão carioca extra nota 9, na Bolsinha paulista, encerrou a semana cotado a R$ 345,00, sem variações em relação à semana anterior. Em comparação ao mesmo período do mês passado, houve um aumento de cerca de 32,69%, enquanto em relação ao mesmo período de 2022, observou-se uma queda de 17,86%.
No estágio final da colheita da terceira safra em São Paulo, a oferta majoritária provém do interior paulista, com contribuições adicionais de Minas Gerais, Goiás e Paraná, ainda remanescentes da segunda safra. Oliveira destaca que a safra paulista, apesar de vendas razoáveis, ficou aquém das expectativas devido às chuvas abundantes que impactaram negativamente na qualidade e produtividade, dificultando a entrada do produto na capital paulista.
Com a expectativa de melhores vendas no início do próximo mês, impulsionadas pela injeção de liquidez associada aos recebimentos da população, Oliveira ressalta que a perspectiva de uma maior oferta em meados de janeiro está sujeita a preocupações climáticas, seja pela falta de chuva em algumas regiões ou pelo excesso em outras.
Destacando Minas Gerais como o principal estado produtor da primeira safra, com uma área plantada de 151,7 mil hectares e uma produção estimada em 227,5 mil toneladas, Oliveira enfatiza que a conjuntura climática nos próximos meses será crucial para avaliar o desempenho das lavouras e seu impacto no mercado.
Quanto ao mercado de feijão preto, Oliveira aponta um quadro desafiador, com estoques em níveis críticos, boa demanda e preços renovando recordes. Mesmo em uma semana caracterizada por baixa atividade, as ofertas nas mãos dos corretores permanecem presentes, com valores nominais variando entre R$ 370,00 e R$ 420,00 por saca, abrangendo tanto grãos nacionais quanto importados.
Diante de uma perspectiva de menor área plantada na primeira safra e perda de produtividade devido a irregularidades climáticas, Oliveira destaca a pressão adicional no mercado, especialmente no Paraná, responsável pelo fornecimento até meados de abril de 2024. Chuvas em excesso no início da colheita geram riscos de não atender à demanda, indicando um viés de alta nos preços.
O analista ressalta que, neste momento, a tendência é de vendas sem formação de estoque, aproveitando os bons momentos proporcionados pelas cotações recordes. A ausência de estoques suficientes aponta para uma possível pressão de alta até a segunda safra 2023/24, sendo a demanda um fator crítico a ser monitorado.
A pressão por alta vinda dos importadores é compreensível diante do cenário atual de clima adverso e aperto na oferta. Oliveira conclui que a escassez do produto no mercado nacional tem impulsionado a busca por alternativas no exterior, aumentando a competição e contribuindo para a manutenção dos preços elevados.
Fonte: Portal do Agronegócio
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