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Feijão e Pulses

Menor oferta de feijão-preto impulsiona preços e aumenta preocupação com próxima safra no Paraná

Redução da produção paranaense derruba disponibilidade do grão e eleva valor no varejo; feijão-preto acumula alta de 11% em 12 meses, segundo o Deral.


Publicado em: 13/07/2026 às 17:30hs

Menor oferta de feijão-preto impulsiona preços e aumenta preocupação com próxima safra no Paraná

O mercado de feijão-preto enfrenta um cenário de menor disponibilidade e preços mais elevados em 2026, com reflexos diretos para produtores, indústria e consumidores. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, apontam que o produto acumulou valorização de 11% nos últimos 12 meses no varejo.

Em junho de 2026, o preço médio do feijão-preto chegou a R$ 5,78 por quilo, após registrar alta de 9% entre maio e junho. Apesar da elevação, o valor ainda permanece abaixo do feijão-carioca, que alcançou R$ 9,02 por quilo no mesmo período.

Queda na produção reduz oferta de feijão-preto

Segundo o Deral, a principal razão para a valorização do feijão-preto está relacionada à redução da produção no Paraná, principal estado produtor da cultura no Brasil.

Com a segunda safra praticamente encerrada, a estimativa é que a produção total das três safras alcance 526 mil toneladas. O volume representa uma redução de aproximadamente 40% em relação ao recorde de 879,9 mil toneladas registrado em 2025.

A retração está associada principalmente à diminuição da área cultivada, fator que reduziu a disponibilidade do produto no mercado interno e contribuiu para a sustentação das cotações.

Preços ao produtor seguem acima do ano passado

O boletim do Deral destaca que os valores recebidos pelos produtores permanecem superiores aos registrados no mesmo período de 2025, embora tenham apresentado uma acomodação durante o mês de junho.

O comportamento dos preços reflete um mercado mais ajustado entre oferta e demanda, com menor volume disponível após uma temporada marcada pela redução da produção.

O Paraná mantém posição estratégica na cadeia nacional do feijão, especialmente no segmento de feijão-preto, mas o cenário para a próxima safra ainda apresenta incertezas.

Volatilidade dos preços desafia planejamento da cadeia

De acordo com o Deral, a forte variação das cotações nos últimos anos tem dificultado o planejamento de produtores e demais agentes envolvidos na cadeia produtiva.

A instabilidade dos preços ocorre em função de fatores como variações climáticas, mudanças na área cultivada e oscilações na oferta disponível.

Apesar dos desafios, o desenvolvimento de novas cultivares e avanços tecnológicos têm criado alternativas para melhorar a comercialização do produto.

Novas tecnologias podem reduzir oscilações no mercado

Uma das evoluções destacadas pelo Deral é a capacidade de algumas cultivares modernas permitirem o armazenamento do feijão por períodos mais longos sem comprometer a qualidade comercial do grão.

A tecnologia pode contribuir para uma gestão mais eficiente dos estoques, permitindo maior flexibilidade na comercialização e ajudando a reduzir movimentos bruscos de preços ao longo do ano.

Perspectivas para o mercado de feijão

Com uma oferta menor em 2026, o comportamento dos preços continuará dependente da evolução da próxima safra, das decisões de plantio dos produtores e das condições climáticas durante o desenvolvimento das lavouras.

Para o setor, ampliar o uso de tecnologias, melhorar o planejamento produtivo e buscar maior estabilidade nas relações comerciais serão fatores essenciais para reduzir a volatilidade e fortalecer a cadeia do feijão-preto no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

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