Publicado em: 09/10/2023 às 14:10hs
Eles sabem que as safras do Noroeste de Minas Gerais, do Vale do Araguaia em Goiás e do Mato Grosso são as referências de preço até março do ano que vem, e que pode haver oscilações de acordo com o clima e a qualidade dos grãos. Essas regiões são responsáveis por grande parte da oferta nacional de Feijão-carioca.
Os empacotadores, por sua vez, também não querem que os preços caiam agora, pois isso dificultaria as negociações no varejo. Eles preferem pequenas correções positivas sem recuos, que facilitam o repasse aos consumidores, do que grandes valorizações que podem gerar resistência e queda nas vendas. Os empacotadores devem ficar atentos à safra do estado de São Paulo, que começa a ter a colheita dos primeiros lotes. Essa safra pode ser a razão para não ocorrer uma escalada mais rápida de preços, pois aumenta a oferta no mercado interno. No entanto, essa safra tem sido absorvida dentro do estado nos últimos anos. Segundo os sementeiros, agrônomos e comerciantes da região, há dúvidas sobre a área total, principalmente. Mas vamos imaginar que se colha como está no gráfico abaixo, a área e a produtividade ainda assim seriam 49.000 toneladas.
O consumo de Feijão-carioca é de no mínimo 175 mil toneladas por mês, mas pode variar para mais de agora em diante. Quando os preços estão baixos nas gôndolas, como agora, o Feijão-carioca é o mais procurado, mesmo em regiões que preferem o Feijão-preto. Quando os preços estavam altos, para o carioca, como ocorreu no primeiro semestre deste ano, o Feijão-preto ganhou espaço, pois os consumidores tem buscado alternativas mais econômicas e igualmente saudáveis. Por isso, para quem compra preço, o Feijão-carioca é o da vez e há boa chance que o consumo nestes próximos meses supere o volume médio de 175 mil toneladas por mês.
Fonte: Ibrafe
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