Publicado em: 13/01/2026 às 11:00hs
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), prevê que 2026 será um ano de consolidação e expansão do projeto de acompanhamento de preços do feijão no país.
A iniciativa seguirá com a divulgação diária de preços médios em diferentes estados e regiões, o que permitirá maior transparência e compreensão das dinâmicas de mercado entre os diversos tipos de feijão e as regiões produtoras e consumidoras.
Além disso, o Cepea e a CNA planejam ampliar o monitoramento para outras leguminosas, como o feijão-caupi, que, segundo dados da Conab, representa mais de 20% da oferta nacional.
De acordo com as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional de feijão na safra 2025/26 deve atingir 3 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 1,8% em relação à temporada anterior.
Somando os estoques iniciais de janeiro de 2026 (106,8 mil toneladas) e as importações previstas entre janeiro e dezembro (21,6 mil toneladas), a disponibilidade total interna deve alcançar 3,13 milhões de toneladas.
Desse volume, o consumo doméstico está projetado em 2,8 milhões de toneladas, enquanto as exportações devem atingir 214,4 mil toneladas — uma redução de 53,8% frente aos embarques registrados em 2025.
Estoques finais permanecem baixos e indicam alerta para o mercado
Com base nesses números, o estoque final de 2026 deve ficar em 118,4 mil toneladas, nível semelhante ao observado em 2020/21 (122,4 mil toneladas). Esse volume, segundo os pesquisadores do Cepea, atenderia a demanda nacional por apenas 2,2 semanas, o que mantém o mercado em estado de atenção quanto à oferta.
Os especialistas do Cepea destacam dois grandes desafios para a cadeia produtiva do feijão em 2026.
O primeiro é estimular o consumo interno, que caiu mais de 11% nos últimos seis anos, reflexo de mudanças nos hábitos alimentares e do aumento no preço médio do grão.
O segundo desafio é manter o alto volume de exportações, que atingiram recordes históricos em 2025, mesmo diante da perspectiva de menor produção e disponibilidade interna.
Fonte: Portal do Agronegócio
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