Publicado em: 29/12/2023 às 15:30hs
Os preços do feijão carioca enfrentaram um início de ano sólido em 2023, mesmo com a ausência do setor varejista. O avanço na colheita da primeira safra 2022/23 gerou oferta, mas a demanda superior resultou em cotações elevadas, conforme destacou o analista Evandro Oliveira, da SAFRAS & Mercado.
A fase final da primeira safra manteve os preços firmes até meados de abril, mas dificuldades no repasse para o varejo e o baixo ritmo de compras limitaram o giro. Na segunda safra, o mercado permaneceu ajustado, com problemas no repasse de aumentos no grão.
No segundo semestre, uma queda expressiva nas cotações ocorreu devido à presença mínima de compradores. A oferta abundante nas regiões Centro-Oeste e Sudeste exercia pressão nos preços, levando muitos produtores a aguardar condições mais favoráveis.
Próximo ao final do ano, uma mudança no panorama trouxe uma maior demanda, um hiato de oferta devido à entressafra e os reflexos do fenômeno El Niño, contribuindo para a recuperação nas cotações do feijão carioca.
Em contraste, o feijão preto iniciou o ano com estoques provenientes da safra anterior e importações da Argentina. Valorizações ocorreram ao longo do ano devido à procura crescente e oferta cada vez mais limitada, levando as cotações a atingirem patamares recordes no final de novembro, superando R$ 400,00 por saca.
O cenário começou a mudar com o início da colheita da primeira safra de 2023/24 no Sul do país, mas as ofertas ainda são dominadas por mercadorias importadas. No final de dezembro, as cotações do feijão preto retornaram ao equilíbrio em relação ao feijão carioca, marcando um ajuste após meses de movimentos intensos no mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias