Publicado em: 30/03/2026 às 11:35hs
Os preços médios do feijão carioca registraram novo recorde em março, superando os níveis observados em fevereiro e atingindo o maior patamar da série histórica do Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024.
Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento de alta reflete um cenário de mercado pressionado, marcado por restrição na oferta e dificuldades ao longo do ciclo produtivo no início de 2026.
A elevação dos preços do feijão, tanto carioca quanto preto, está diretamente ligada a uma combinação de fatores que limitaram a disponibilidade do produto no mercado:
Esse conjunto de elementos contribuiu para manter as cotações em níveis elevados ao longo do primeiro trimestre.
Levantamentos do Cepea indicam avanço expressivo nos preços do feijão carioca em 2026.
Para o produto de maior qualidade (notas 9 ou superiores), a média de março (até o dia 26) está 8,3% acima da registrada em fevereiro e 34% superior à de março de 2025. No acumulado do ano, a valorização chega a 48,3%.
No caso do feijão carioca de notas 8 e 8,5, a média parcial de março supera em 7,1% a de fevereiro e em 42,2% a observada no mesmo período do ano passado. No primeiro trimestre, a alta acumulada é de 43,9%.
No mercado de feijão preto, os preços seguem sustentados, ainda que com menor intensidade de alta no curto prazo.
Em março, a média registra leve avanço de 0,11% em relação a fevereiro e de 0,4% na comparação anual. Apesar da estabilidade recente, o desempenho no trimestre é significativo, com alta acumulada de 32,2%, indicando recuperação consistente ao longo de 2026.
A trajetória dos preços do feijão continua diretamente ligada às condições de oferta e às perspectivas para as próximas safras. A expectativa de menor produção, aliada aos desafios enfrentados no campo, mantém o mercado atento e sustenta o viés de preços firmes no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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